Copa do Mundo é muito mais que um clube

foto: Twitter Fifa

Argentina de Lionel Messi embala uma multidão de 3,5 milhões de pessoas na região central de Buenos Aires nessa terça-feira, 20/12, dois dias depois de conquistar a Copa Qatar 2022. Não há espaço nas calçadas por onde desfila o ônibus aberto levando os campeões mundiais e Messi erguendo a taça. Êxtase. Transe total.

Marrocos de Hakimi não deixa por menos. No início da noite dessa mesma terça-feira-feira (20/12), também em ônibus aberto, seleção marroquina arrasta um povaréu sem fim pelas ruas de Rabat, capital do país. É a celebração do quarto lugar da Copa, feito inédito a uma seleção africana. Festa com direito a transmissão vivo pelo canal BEIN Sports de Doha para todo o Qatar.

Buenos Aires e Rabat se juntam na comemoração de sua gente em nome da Copa do Mundo.

Não há nenhum lugar do planeta em que o futebol da Copa não fale mais alto.

Celebração em Zagreb na chegada da seleção, terceira colocada na Copa – foto: Twitter Fifa

Tudo o que acontece na Copa vira tendência. Poder transformador absurdo. Das questões comportamentais das torcidas às novas formas de se jogar.

Na Copa Qatar 2022, por exemplo, as seleções com maior posse de bola não se deram bem. Analistas disseram no balanço técnico do Mundial que seleções com propostas de retenção da bola voltaram mais cedo para casa.

Outra observação: treinadores que armaram suas seleções com estratégias de jogo a jogo, avançaram. Caso de Lionel Scaloni da Argentina. Os que não seguiram esse tendência caíram fora, o caso de Tite.

Até a próxima Copa, em 2026 com sede nos EUA, Canadá e México,  futebol vai seguir muito do que se viu no Qatar 2022.

Nenhum clube, por mais poderoso que seja, dita o rumo do futebol. No gramado ou fora do estádio. Muito menos sua torcida.

Clubes são paixões segmentadas. Copa do Mundo é comunhão da bola.


Doha, 20 dezembro, 2022. Por Luiz Antônio Prósperi