Neymar passa vergonha na volta ao PSG, enquanto isso Mbappé brilha

Neymar expulso – foto: Twitter PSG

Neymar chega à encruzilhada de sua carreira. É hora de se reinventar ou virar para sempre motivo de chacota a cada jogo. Alguém mais sério tem de chamar o craque num canto e contar a verdade.

Veja o que aconteceu na sua volta ao futebol, depois sair chorando do Qatar na queda do Brasil diante da Croácia há duas semanas.

Ao lado de Mbappé, aclamado como segundo destaque da Copa do Mundo e um passo atrás apenas de Messi, Neymar joga 62 minutos de PSG x Strasbourg – na retomada da Ligue 1 (Campeonato Francês) – nesse dia 28/12.

E sai expulso por simulação de pênalti. No ato de enganar o árbitro, leva cartão amarelo. Como havia levado o primeiro amarelo, poucos minutos antes, por dar um tapa na cara de seu marcador, é “presenteado” com o cartão vermelho.

Constrangido. Diria, sem graça mesmo, querendo enfiar a cabeça num buraco do gramado, Neymar sai do campo do Parque dos Príncipes acusado de trapaceiro. Vai embora para casa antes de o jogo acabar. Estava 1 a 1 naquele momento.

No futebol, expulsão por simulação soa como ludibriar o adversário, o juiz e toda a plateia. Enganar os trouxas.

Neymar quis enganar todo mundo e enganou a si mesmo.

Antes do ato ridículo, Neymar foi alvo de pelo menos cinco faltas – algumas desleais. Faltas cometidas numa zona do campo onde o infrator não corre nenhum risco.

Faltas recebidas a granel seriam evitadas ou amenizadas se Neymar também reinventasse sua posição no time.

Assim como se repete na Seleção Brasileira, Neymar joga muito longe da área para receber a bola e sair costurando ou tabelando rumo ao gol. No caminho leva uma bordoada atrás da outra – origem de muitas lesões.

Neymar deveria se mirar em Messi. Lionel procura os espaços desabitados no campo. E dali constrói seu jogo.

Neymar prefere o contato. Apanha. Chora. Cada vez mais se distancia dos fenômenos imortais do futebol.

A encruzilhada está a sua frente. Cabe a ele decidir a estrada a seguir. Ou se reinventa aos 30 anos ou desaparece na galáxia de estrelas cadentes.

Enquanto isso, Mbappé bate pênalti, que ele mesmo sofre, e garante vitória (2 a1 ) do PSG contra vice-lanterna Strasbourg no fim do jogo. Mbappé sabe por onde anda.