Luiz Antônio Prósperi – 6 janeiro (12h01) –
Botafogo está em apuros. Cruzeiro, só euforia. Dois exemplos de como as SAF (Sociedades Anônimas de Futebol) atuam no Brasil. Dinheiro não é problema. A questão é a gestão. Botafogo, mesmo com a piscina transbordando de dólares, não segura um mesmo treinador por duas temporadas consecutivas. E o Cruzeiro esbanja investimento no mesmo modelo adotado pelo clube carioca há dois anos. Vai funcionar?
Veja o caso do Botafogo. De uma tacada leva duas taças de peso – Libertadores e Brasileirão – e a magia se acaba da noite para o dia. Artur Jorge, o técnico, já foi. Almada e Luiz Henrique puxam a fila de saída de uma dezena de jogadores campeões ano passado.
Artur não completa uma temporada no comando. Almada e Luiz Henrique, menos ainda – apenas seis meses. Antes, no início da “SAF John Textor”, técnico Luis Castro abandona o barco na metade da temporada 2023 e a nau à deriva afunda.
Com Artur seria diferente. Nada feito. Mesma grana do petróleo que seduz Castro também convence Artur a seguir rumo ao mundo das Arábias.
Eis aí o Botafogo sem técnico e sem dois de seus mais importantes jogadores da campanha vitoriosa de 2024.
Treinador André Jardine, sucesso absoluto no futebol mexicano e medalha de ouro dirigindo a Seleção Brasileira na Olimpíada do Japão 2021, disse não ao dono do Botafogo.
Textor, o proprietário, diz que não tem a pressa dos jornalistas para refazer o time carioca. Dinheiro, digamos, não é problema. A conferir.
A VEZ DO CRUZEIRO
Grana também não incomoda o novo Cruzeiro da SAF do empresário mineiro Pedrinho Lourenço. Contrata de baciada. Gabigol, Dudu, Fagner, Eduardo (ex-Botafogo), Bolasie, Christian (ex-Athletico-PR) e promete zaga de R$ 100 milhões com Fabricio Bruno (Flamengo) e Valentín Gómez (Velez Sarsfield).
Todos à disposição de Fernando Diniz, um técnico fora do padrão e com ideias de um revolucionário do futebol brasileiro. Vai funcionar? A conferir.
E não será por falta de carisma. Cassio, goleiro e maior ídolo do Corinthians na última década. Dudu, atacante e símbolo do novo Palmeiras nos últimos dez anos. Gabigol, artilheiro e patente do Flamengo campeão de tudo de 2019 a 2024. Os três novos cavaleiros das cinco estrelas do time azul.
Por isso, a conversa atual de Botafogo e Cruzeiro não é o dinheiro. É gestão. Não se encantam serpentes do futebol apenas soprando a flauta.





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