Luiz Antônio Prósperi – 26 março (00h51) –

Seleção Brasileira procura um treinador com a queda anunciada de Dorival Junior, ainda sem confirmação oficial até a manhã dessa quarta-feira (26/03). Futuro de Dorival será conhecido na sexta-feira (28/3) em reunião na CBF. Em julho de 2024, esse blog Prósperi News fez uma análise dos exemplos das campeãs Argentina e Espanha que poderiam dar certo no Brasil. E lançou o nome de André Jardine para assumir o comando da Seleção com prazo de validade estipulado até a Copa do Mundo de 2030. A Copa 2026 seria a base da consolidação do trabalho pensando em 2030.

Acompanhe análise publicada aqui em julho de 2024:

Seleção Brasileira: o que tirar de lição das campeãs Espanha e Argentina.

Seleção Brasileira tem muito o que tirar de lições das campeãs Argentina (Copa América 2024) e Espanha (Eurocopa 2024). A começar na escolha de seus treinadores no processo de reformulação das seleções, comissões técnicas, passando por sistema de jogo e até como lidar com astros do porte Neymar, Vini Jr e meninos prodígios Endrick e Estevão.

Lição 1 – Escolha do técnico

Argentina elegeu Lionel Scaloni no momento mais crítico da seleção. Crises de gestão na AFA (Associação Argentina de Futebol) provocavam trocas sucessivas de treinadores até se chegar a Scaloni, cujo currículo era o de auxiliar das seleções de base da AFA e auxiliar técnico no Sevilla (ESP). Nomeado interino em 2018, foi efetivado em 2020.

Espanha escolhe Luiz de la Fuentes após demissão de Luiz Henrique quando Espanha caiu nas oitavas de final da Copa do Mundo Qatar 2022. Fuentes comandava as seleções de base desde 2013, começando na Sub-19 até comandar o time Sub-23 na Olimpíada de 2021 no Japão.

Longa experiência na base coloca Fuentes à seleção principal da Espanha. Na campanha vitoriosa na Euro 2024, Fuentes levou sete jogadores que estiveram com ele na Olimpíada de 2021, quando a Espanha foi derrotada pelo Brasil na disputa da medalha de ouro.

CBF deveria se refletir sobre essa oportunidade de entregar a Seleção Brasileira a um treinador acostumado a trabalhar na base. Aposta em nomes rodados, como Dorival Júnior, Fernando Diniz, Tite, para ficar nos últimos treinadores do Brasil, tem se mostrado equivocada.

André Jardine, sangue novo na Seleção
Jardine campeão olímpico em 2021 – foto: CBF oficial

Geração do Brasil nas Copas do Mundo 2026 e 2030 vem com muitos meninos de sucesso nas temporadas 2022, 2023, 2024 e na próxima em 2025.

Andre Jardine, técnico do América do México, comandou a Seleção Sub-23 na Olimpíada do Japão 2021 e trouxe a medalha de ouro – último título relevante do Brasil – vencendo a Espanha de Fuentes.

Seu auxiliar no clube mexicano é Paulo Victor, conhecido PV, campeão de tudo na base do Palmeiras entre 2021 e 2022. Já dirigiu Seleção Brasileira Sub-17 há menos de cinco anos.

Jardine e PV teriam suporte de uma nova comissão técnica com auxiliares mais experientes, assim como tem Scaloni na Argentina e Fuentes na Espanha.

Rogerio Caetano, diretor de Seleções, e Cicero Melo (ex-Palmeiras), coordenador, estão em início de trabalho na CBF e, quando chegaram, Dorival Júnior já havia sido escolhido pelo presidente da CBF Ednaldo Rodrigues.

Lição 2 – Tratamento diferenciado ao craque

Messi vivia crise de identidade com a seleção a pensava em se despedir do time em 2020. Scaloni conversa com o craque, projeta seleção a correr por ele e com novas variações táticas. Convence maioria dos jogadores a atuar nesse sistema. E a engrenagem começa a funcionar. Conquista Copa América 2021, Copa do Mundo 2022 e arremata Copa América 2024.

Sala preferida de Messi – ilustração Twitter

Nosso problema é Neymar. Até aqui, treinadores têm sido benevolentes com o craque. É ele que diz como quer jogar. Nas duas últimas Copas do Mundo e em seus clubes Neymar vem sofrendo lesões graves por atuar longe da área, onde apanha a valer. Daí as lesões. Messi joga numa zona morta do campo e muito próximo da área, território que domina como ninguém.

Se o Brasil tem de jogar por Neymar, que se escolha uma posição mais adequada ao seu estilo e idade.

Se a Seleção for girar em torno de Vini Jr, parece sensato dar ao jogador a mesma função que executa no Real Madrid. Deixar de ser jogador. de lado. Vini poderia atuar como Julien Alvarez da Argentina, com liberdade no ataque.

Neymar Jr e Vini Jr, tudo a ver
Neymar e Vini comemoram nos vestiários vitória – foto: CBF oficial

Lição 3 – A vez dos meninos

Espanha valorizou seus garotos Yamal (17 anos) e Nico Williams (21). Os dois foram titulares e decisivos na conquista da Espanha na Euro 2024.

Na Seleção Brasileira, Dorival Júnior não bancou Endrick desde o início da Copa América. Jogou o garoto ao mar quando o barco estava à deriva.

Sucessor de Dorival Júnior pode tirar essa lição da Espanha. Apostar em Endrick (18 anos) de titular ao lado de Estevão (17 anos) e Vini Jr (23 anos) no ataque. E Rodrygo (22 anos) como meia, na função exercida por Olmo, da Espanha.

Estevão e Endrick, crias do Palmeiras – foto: Palmeiras oficial

Ataque de garotos prodígios Endrick e Estevão e jovens bem rodados Vini Jr e Rodrygo. Lá atrás, no sistema defensivo, treinador do Brasil pode apostar nos mais experientes e ótima condição física. Temos de achar um Rodri (Espanha).

Exemplos estão aí. Analisar trabalho de outras seleções, em especial das vencedoras, é obrigação da CBF. Se é que atual gestão da CBF está disposta a pensar grande.

Não temos mais tempo para se escorar nas cinco estrelas bordadas na camisa amarela e tapar os olhos com a soberba.


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Uma resposta a “CBF Procura Sucessor de Dorival Junior | Que Tal André Jardine até 2030?”

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