Luiz Antônio Prósperi – 30 maio 2026 (16h13) –
PSG vence Arsenal na cobrança de pênaltis (4 a 3) e levanta a taça de bicampeão da Champions League. No tempo regulamentar, deu empate por 1 a 1. Nas cobranças, PSG conquista o título quando Gabriel Magalhães bate por cima da trave o último pênalti da decisão. Londres chora. Paris é uma festa.
Começa o jogo com o Arsenal saindo na frente. Harvetz, centroavante da escola alemã de goleadores, aproveita rebote de Trossard em bola chutada por Marquinhos, avança e bate sem dó na cara de Safonov. Gol, aos 6 minutos. Está revirado o roteiro do jogo. Quando se esperava avalanche ofensiva do PSG, quem muda o cenário é o time inglês comandado pelo espanhol Arteta.
A desvantagem no placar obriga o PSG a buscar o empate. Todas as peças do time de Luis Enrique passam a ocupar o território inimigo. Arsenal responde com a crueza da defesa. Aqui ninguém passa. Se fecha em duas barreiras, uma na frente da outra, no seu campo. Um jeito pobre de ver futebol.
Carrossel de Paris gira. Dembelé, Kvaratskhelia, Doué, João Neves, laterais Hakimi e Nuno Mendes se doam a atacar sem trégua. Cabe a Fabian Ruiz as duas melhores investidas pelo setor esquerdo com dois chutes perigosos. Arsenal segura o tranco. Muito bem cercado, Vitinha, o dínamo da equipe francesa, não tinha como impulsionar a engrenagem. PSG sem ideias.
E no duelo Marquinhos x Gabriel Magalhães, a zaga titular da Seleção Brasileira, nota alta aos dois. Magalhães limpou a área inglesa no primeiro tempo. Marquinhos errou no gol de Havertz. Mais tarde travou outro chute do atacante alemão evitando segundo gol do Arsenal. Tudo isso antes do desfecho do jogo.
A história do segundo tempo começa a mudar aos 20 minutos. kvarastskhelia, de canela rasgada e sangrando, sofre pênalti de Mosquera. Dembelé bate e converte: PSG 1 a 1 Arsenal.
O empate escancara as estratégias de jogo. PSG insiste no modelo clássico. Troca de passes rápidos sempre em função do ataque. Atacantes arriscando dribles e à busca de gols. Arsenal alongando bolas no campo francês.
Time inglês troca algumas peças com Martinelli, Odegaard, Gyokeres. Melhora um pouco, fica mais ágil na chegada ao ataque. PSG se resguarda, continua senhor do jogo, mas não arrisca muito. Teve três boas oportunidades de jogar a pá de cal. A última com Barcola cara a cara com Ra ya. Barcola chuta para fora. PSG não faz o gol da vitória e resolve decidir sua sorte na prorrogação da final da Champions League.
Prorrogação começa com dois escanteios seguidos a favor do Arsenal. Lembrando que nos 90 minutos regulamentares tivemos 10 escanteios, todos a favor do PSG. Incrível. Na temporada em que o Arsenal decidiu dezenas de jogos na cobrança de escanteios, dessa vez a arma travou.
Em 15 minutos da primeira parte da prorrogação, muita cautela dos dois lados. Apenas um lance entre Nuno Mendes e Eze tumultua o jogo. Jogadores e técnico do Arsenal pedem pênalti. Árbitro ignora. Nada a marcar.
Continua a tensão e alta voltagem na final da Champions em Bucareste.
Teríamos mais 15 minutos de bola rolando antes de se decidir o jogo nos pênaltis. Ninguém arrisca. PSG ainda procura alguma ideia. Arsenal, nem isso. E vamos aos pênaltis.
Safonov pega sua colinha dos batedores de pênaltis do Arsenal. Raya também estuda sua colinha.
PSG abre as cobranças.
Gonçalo Ramos converte: PSG 1 a 0
Gyokeres também faz o seu: PSG 1 a 1 Arsenal
Doué converte: PSG 2 a 1 Arsenal
Eze do Arsenal chuta para fora: PSG em vantagem
Nuno Mendes bate e Raya pega
Rice converte e deixa tudo igual: PSG 2 a 2 Arsenal
Hakimi deixa o seu: PSG 3 a 2 Arsenal
Martinelli bate forte no alto e empata as cobranças: PSG 3 a 3 Arsenal
Beraldo bate e converte: PSG 4 a 3 Arsenal
Gabriel Magalhães bate por cima. PSG campeão
Jogadores do PSG comemoram o bi da Champions League. Jogadores do Arsenal correm para consolar Magalhães, zagueiro titular da Seleção Brasileira de Ancelotti.
Marquinhos, rival de Magalhães no jogo, abraça forte o companheiro de zaga da Seleção. Última cena emblemática da final da Champions League 2025/2026.

Enquanto as ruas de Londres choram, Paris vira uma festa. É a nova capital do futebol da Europa.
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