Inglaterra vence Noruega e vai à semifinal da Copa com ambição de chegar à final depois de 60 anos

Bellingham leva Inglaterra à semifinal – foto: Fifa X oficial

Luiz Antônio Prósperi – 11 julho 2026 (

Inglaterra vence Noruega por 2 a 1 após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar. A vitória leva os ingleses à semifinal da Copa do Mundo. Graças a Jude Bellingham, autor dos dois gols, a Inglaterra sustenta sonho de chegar à final da Copa depois de 60 anos de espera. “Hey, Jude” ressoa os Beatles imortalizados na década de 1960. A história caminha a favor dos ingleses em 2026.

O JOGO

Noruega fria e calculista no primeiro tempo. Inglaterra lenta e sem ideias. Jogo morno até os 30 minutos. De repente, como se tocasse um despertador, os noruegueses resolvem sair de seu campo e fustigar os ingleses. Andreas Schjelderup, aquele que entortou defensores brasileiros a serviço de Haaland, entra na defesa britânica no setor esquerdo e arrisca um chute cruzamento que teria o mesmo Haaland como destino. A bola engana Pickford e cai na rede. Um golaço. Noruega 1 a 0, aos 36 minutos.

Gol da novo ânimo aos homens de gelo. Por pouco não chegam ao segundo gol se Sorloth tivesse servido Haaland, livre e desimpedido na marca do pênalti. Sorloth quis ser um herói improvável e põe tudo a perder.

Gol desperdiçado da Noruega encoraja a Inglaterra a não aceitar a boa marcação em duas linhas do inimigo entrincheirado em seu território. Parte decidida ao ataque. E aí aparecem os que decidem jogos.

Bellingham recebe de Gordon. Entra em diagonal na área vermelha, vence o primeiro zagueiro e fuzila Nyland. Inglaterra 1 a 1 Noruega, aos 47. Restabelecida em parte a hierarquia do confronto.

Técnico norueguês Stale Solbakken chuta garrafas d’água à beira do campo. Não era hora de levar o empate. Ingleses ganhariam moral e força na volta do intervalo em busca da virada.

Começa segundo tempo com a Inglaterra trocando Rice e Madueke por Eze e Saka. Uma pitada de ousadia e dribles, queria o técnico alemão Thomas Tuchel a serviço do time do Rei.

Nove minutos de bola rolando e quem sai na frente é a Noruega em gol de escanteio. Quer dizer, saía em vantagem. VAR anula gol de Heggem alegando falta de Haaland em Anderson antes de a bola entrar em jogo. Continua 1 a 1.

Noruegueses esfriam o jogo. Lentos, trocam passes à espera de vacilos da esquadra britânica. Inglaterra não aceita a imposição do inimigo.

Na pausa para hidratação, Solbakken troca os ponteiros Sorloth e Schjlederup por Nusa e Oscar Bobb. Busca de dribles e velocidade. Tuchel responde com Reece James na vaga de Gordon.

Time de Haaland se assanha. Mais insinuante, mete uma bola no travessão de Pcikford. Assume controle do jogo e troca passes e explorando seus novos pontas Bobb e Nusa. Ingleses aceitam e não contrariam a postura norueguesa.

Jogo avança aos 38 minutos com a Inglaterra acanhada e sem inspiração. Noruega querendo resolver antes da prorrogação.

Quando parecia questão fechada a favor dos homens de gelo, Saka inventa uma jogada de ponta ponta e por pouco Eze não liquida a parada.

Ingleses retomam as rédeas do jogo. Pressionam em busca do gol redentor. Não saem do lugar. Harry Kane? Ninguém viu.

Vamos à prorrogação. Maioria dos jogadores dos dois lados no bagaço. Vale vaga às semifinais.

Inglaterra não vai à final da Copa do Mundo lá se vão 60 anos. A Noruega nunca foi e há 28 anos não disputava a Copa. Histórias a serem reescritas. Ingleses mais pressionados.

Bellingham resolve – foto: Fifa X oficial

Três minutos de prorrogação e o goleiro Nyland falha miseravelmente. Não agarra chute fácil de Anderson e cede rebote para Bellingham conferir, sem hesitar. Inglaterra 2 a 1.

Calor intenso, sensação térmica de 40 graus em Miami, derrete os homens de gelo. Não havia pernas para alcançar os ingleses.

Spence, uma aposta do técnico Tuchel, sofre pênalti de Oscar Bobb, aos 9 minutos. VAR anula penalidade. Continua 2 a 1 para a Inglaterra.

Continua também a alta tensão no estádio em Miami até o fim do primeiro tempo da prorrogação.

Restavam 15 minutos para se encerrar o último capítulo de Inglaterra x Noruega na Copa 2026.

E não é que o técnico norueguês tira Haaland? Dores na perna do gigante? Não se substitui um jogador como Haaland de uma prorrogação valendo vaga à semifinal de Copa do Mundo.

Torcida inglesa, aliviada com a saída de Haaland, entoa Hey Jude, canção imortal dos Beatles, outro ícone da Inglaterra. Bellingham se chama Jude Bellingham. Naquele momento, Jude, o rei inglês.

Jude sai do jogo a 9 minutos do fim da partida. Sir estava exaurido. Zagueiro Burn, quase dois metros, substitui Bellingham. Ordem: espana toda bola que vem pelo alto.

Noruegueses não desistem. Encantoam o adversário e fazem chover na área britânica. Toda chuvarada de bolas é neutralizada pelos ingleses.

“England, England, England” ecoa nas arquibancadas. Vem o apito final.

Inglaterra avança às semifinais da Copa do Mundo. Aguardaria vencedor de Argentina x Suícia para conhecer seu adversário na decisão por vaga à final da Copa. Há 60 anos, a Inglaterra não chega à final da Copa. Em 1996 chegou e foi campeã.

Então, restava aos jogadores cantar com a torcida “Wonderwall”, clássico do grupo Oasis lançada em 1995.

“Você vai ser aquele que me salva, me salva”, diz a canção.

imagem Fifa X oficial

Descubra mais sobre PRÓSPERI NEWS

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.