Luiz Antônio Prósperi – 24 julho 2026 (08h30)
Botafogo rejeita R$ 148 milhões oferecidos pelo Palmeiras para contratar o voltante Danilo. Até pouco menos de um mês, o clube carioca estava atolado em dívidas de sua SAF do caloteiro americano John Textor. Não honrava seus compromissos atrasando salários de jogadores e de funcionários. De repente, entre idas e vindas na Justiça, o Botafogo troca de SAF (Sociedade Anônima de Futebol) e se dá ao luxo de rejeitar quase R$ 150 milhões do Palmeiras por um jogador revelado no próprio Palmeiras, coadjuvante da Seleção Brasileira no fiasco recente na Copa do Mundo 2026, e de passagem curta no rico futebol inglês.
Que milagre é esse? Cabe aos torcedores do Botafogo pedirem explicações aos novos proprietários. O clube tem ou não tem dinheiro? As dívidas, agora enquadradas em um recuperação judicial, estão equacionadas? De onde vem o novo ervanário?
O Palmeiras, na outra ponta do negócio, sai um tanto frustrado da transação. Queria sua cria de volta. Tinha e tem dinheiro e, mesmo assim, não consegue trazer o filho de volta para casa.

A negociação Palmeiras-Danilo-Botafogo é apenas um detalhe da enorme discrepância do futebol brasileiro.
Palmeiras e Flamengo, organizados por si só, receitas e despesas equacionadas, e equilíbrio financeiro, têm cacife para revolver a terra no futebol nacional.
Em compensação, clubes saudáveis de outrora vivem à beira da falência, o colapso total. São Paulo mergulhado em corrupção e sem caixa. Mesmo modelo “adotado” do Corinthians, um contumaz devo, não nego e não pago.
E o que dizer do Santos? Salários atrasados de jogadores, dívida de milhões para com Neymar, que seria o messias e hoje é o mecenas às avessas.
Cenário não muito distante do Sul com Internacional e Grêmio à barafunda. Clubes gaúchos acabaram de perder patrocínios milionário de Bets. O mesmo se pode dizer de Bahia, apesar do aporte milionário do Grupo City, Vitória e Santos, entre outros times.
Todos esses clubes se viram privados da grana das Bets, também endividadas diante da nova regulamentação governamental para continuarem operando. Calotes de boa parte das Bets a clubes de futebol e à União beirando a casa de R$ 1 bilhão – valores a que se tem notícia. O rombo deve ser bem mais astronômico. Temos 187 Bets regularizadas no Brasil.
Fuga das Bets. Futebol brasileiro em baixa no cenário internacional pós-fiasco da Seleção Brasileira, Ancelotti, CBF e jogadores na Copa 2026. Clubes endividados sem perspectivas de mudança a curto prazo. Bets cada vez mais falidas e encurtando a gana nos clubes… O que fazer?
Por tudo isso, cabe uma pergunta: Por que a SAF Botafogo não aceitou a proposta de R$ 148 milhões do Palmeiras por Danilo?
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