Luiz Antônio Prósperi – 18 fevereiro (15h35) –

Neymar, Gabigol (Cruzeiro), Lucas Moura (São Paulo), Gerson (Flamengo), Cássio (Cruzeiro), Coutinho (Vasco), Bruno Henrique (Inter), Alan Patrick (Internacional) e até Dudu (Cruzeiro), que atuou no Allianz Parque na relva plástica, declaram guerra ao gramado sintético em estádios do Brasil. A campanha está nas redes sociais dos atletas e a cada minuto ganha adesão da maioria dos jogadores de clubes brasileiros. O movimento tem alto poder de mobilização. Neymar, por exemplo, conta 229 milhões de seguidores no seu Instagram. Sua voz ecoa no futebol brasileiro e internacional. E na CBF? Até às 15h, de terça-feira (18/2), nenhum pio da CBF.

Leões nas redes sociais, jogadores brasileiros nunca se mobilizam pedindo uma audiência à CBF para expor suas reivindicações. E bancar o movimento.

Reclamam no Instagram e acabam aceitando calendário insano, gramados naturais cheio de buracos, horários esdrúxulos de jogos (no verão e inverno), arbitragens desqualificadas, bolas fora do padrão, segurança dentro e fora dos estádios e olhos fechados à violência de torcidas organizadas mesmo quando são as próprias vítimas dos vândalos.

Fora das redes sociais, verdadeiros cordeirinhos. E mobilizar contra salários atrasados, nem pensar.

Confira o manifesto dos jogadores contra o sintético:

“Preocupante ver o rumo que o futebol brasileiro está tomando. É um absurdo a gente ter que discutir gramado sintético em nossos campos.

Objetivamente, com tamanho e representatividade que tem o nosso futebol, isso não deveria nem ser uma opção. A solução para um gramado ruim é fazer um gramado bom, simples assim.

Nas ligas mais respeitadas do mundo os jogadores são ouvidos e investimentos são feitos para assegurar a qualidade do gramado nos estádios. Trata-se de oferecer qualidade para quem joga e assiste.

Se o Brasil deseja definitivamente estar inserido como protagonista no mercado do futebol mundial, a primeira medida deveria ser exigir qualidade do piso que os atletas jogam e treinam.” 

FUTEBOL PROFISSIONAL NÃO SE JOGA EM GRAMADO SINTÉTICO!

#NãoaoGramadoSintético



Dos 20 clubes da Série A do Brasileirão, apenas Palmeiras, Botafogo e, em breve, o Atlético-MG adotam gramado sintético. Novo Pacaembu também opta por sintético e o Santos fechou acordo com empresa gestora para mandar alguns jogos no estádio da capital paulista. Athtlético-PR, hoje na Série B, é o pioneiro no Brasil no uso da grama artificial.

Palmeiras rebate movimento dos jogadores. Confira:

“O clube respeita a opinião dos atletas que manifestaram preferência por campos de grama natural e considera urgente o debate sobre a qualidade dos gramados do futebol brasileiro; este problema, contudo, não será solucionado com críticas rasas e sem base científica.”



Conselho técnico da Série A, com os 20 clubes e CBF, deve se reunir na semana que vem para definir os itens do regulamento do Brasileirão 2025. Uma versão do documento, a ser referendado pelos clubes, já foi publicada pela CBF. No documento publicado não há veto aos gramados sintéticos. Brasileirão começa dia 29 de março e a CBF pode alterar o regulamento até um mês antes da primeira rodada.

Manifesto dos jogadores cordeirinhos vai comover CBF e clubes? A conferir.


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