Palmeiras perde tempo com Marcelo Oliveira e cai na Libertadores

 

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A taça que fica na saudade para o Palmeiras

O Palmeiras saiu aplaudido por cerca de 30 mil torcedores ao derrotar o fraco River Plate por 4 a 0 nesta noite de quinta-feira no Allianz Parque. A reação da torcida foi de apoio aos jogadores e ao técnico Cuca, apesar da eliminação na primeira fase da Copa Libertadores com a vitória do Rosário Central por 2 a 0 contra o Nacional em Montevidéu.

A queda do Palmeiras deixa claro o erro de planejamento do comando do clube. Quando a temporada começou, com algumas exibições bizarras do time, era o momento de trocar de treinador. O tempo de Marcelo Oliveira havia se esgotado.

Por capricho do presidente Paulo Nobre e conveniência do executivo Alexandre Mattos, a mudança de treinador demorou para acontecer. Quando tiraram Marcelo Oliveira e contrataram Cuca, a situação já era crítica.

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Marcelo Oliveira sai tarde e deixa um enorme prejuízo ao Palmeiras

Cuca teve de estrear fora de casa contra o Nacional, com pouco menos de uma semana no clube. Ele mal conhecia os jogadores e do que eles seriam capazes. E voltou para casa com a derrota para o Nacional. Até aí nada fora da curva.

O grande pecado que time havia cometido foi a derrota em casa para o mesmo Nacional, uma semana antes, jogo que determinou a queda de Marcelo. Seria muito difícil recuperar o tempo perdido.

Para o Palmeiras se classificar não era necessário apenas golear o River Plate genérico. Era preciso esperar por uma generosa colaboração do Nacional contra o Rosário. Sem uma vitória dos uruguaios de nada adiantaria pulverizar o River. O time de Cuca fez sua parte enfiando 4 a 0 no River, mas o Nacional, desinteressado e sem sangue nas veias, cedeu a vitória ao Rosário.

Ao final da partida, Alecsandro deu a letra:

“Desde o começo a gente sabia que na Libertadores não se pode perder em casa. Se tivéssemos vencido os três jogos em casa, teríamos 9 pontos e estaríamos classificados. Aquela derrota para o Nacional em casa custou a nossa classificação.”

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Presidente Paulo Nobre vai ter de rever alguns conceitos

Fora da Libertadores, sobra ao Palmeiras a chance de ser campeão paulista. Mas antes mesmo de conhecer sua sorte no Estadual, é bem provável que aconteçam algumas mudanças no grupo de jogadores.

Ficou claro, e Cuca tem consciência disso, de que o time precisa de pelo menos dois jogadores parrudos, de respeito, para fazer a diferença quando situações críticas como essa da Libertadores cobram mais dignidade.

Paulo Nobre, que queria entregar a presidência do clube no fim do ano com o Palmeiras classificado ao Mundial de Clubes, vai ter de rever alguns de seus conceitos. Às vezes é preciso mais razão do que emoção. Sua veia de torcedor falou mais alto no planejamento da Libertadores.

“Estou chateado como todo torcedor, mas esperançoso de que o ano de 2016 vai ser tão feliz como foi o de 2015”, disse Nobre. “É muito fácil falar agora do que aconteceu no passado. Essa diretoria age mais com a razão do que com a emoção.”

Não é o que parece. Nobre bancou Marcelo Oliveira em gratidão à conquista da Copa do Brasil na temporada passada. Pagou caro agora, ao agir como torcedor.

É hora de o presidente descer da arquibancada e entender mais o que se passa nos vestiários.

 

 

 

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