São Paulo avança na Libertadores, apesar do goleiro Denis

 

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Calleri, um leão antes e depois do jogo

O São Paulo derrotou a altitude de La Paz e eliminou o The Strongest ao empatar por 1 a 1, resultado que leva o time brasileiro às oitavas de final da Copa Libertadores. A classificação foi dramática com a expulsão do goleiro Denis – Maicon foi para o gol – e as provocações do atacante Calleri. Um exemplo do lixo histórico que é a Libertadores, a Champions League das Américas.

Com a vaga garantida, o São Paulo vai enfrentar o Toluca, do México, nas oitavas de final. Viagem longa, altitude mais ou menos. Mas o que valeu foi a classificação.

Um primeiro tempo difícil, com um gol sofrido em falha de Denis, mais uma, e um empate com Calleri, sempre ele, pode resumir o sacrifício do São Paulo no quase no céu de La Paz na primeira parte da partida.

Muito se discutiu nas redes sociais a opção de Edgardo Bauza em deixar Ganso, o melhor do time, no banco de reservas e escalar o Tricolor com três volantes (Hudson, Wesley e Thiago Mendes). Muita gente condenou, assinei embaixo.

Por mais acertada que tenha sido a estratégia de Bauza, não se esconde um jogador como Ganso no banco. Quando se tira o craque para apostar nos medianos, imaginando que eles vão fazer o serviço sujo, é um sinal de que não acredita no adversário ou é preciso mais de  força que talento na altitude de quase 4 mil metros acima do nível do mar.

Bauza acreditou na sua fé. Seguiu o enredo no segundo tempo, estacionando um ônibus na frente da grande área e, na posse de bola, rápidos passes até entregar a responsabilidade a Kelvin. Pouco. Mas, como diz um amigo, era o que ele tinha em mãos, desde que optou por Ganso no banco e Michel Bastos jogando com a missão de pensar no jogo.

Bazuca não atentou para um detalhe. Uma hora o gás de Kelvin ia acabar. O ar seria um artigo raro no pulmão. E aí, sem pernas e oxigênio, era preciso inteligência. Coisa rara no jogo, dos dois lados. Então o treinador argentino do Tricolor lançou Ganso aos leões no lugar de Michel Bastos, aos 22 do segundo tempo.

Queria uma transformação radical no jeito de o São Paulo jogar. Ganso deveria se desdobrar. Correr como um Pernalonga com fôlego de um Bip Bip. Fantasia? Pode ser, mas La Paz é um caso sério.

Estive lá em 1993, nas Eliminatórias da Copa de 94 nos EUA, e só sobrevivi, a tempo de mandar as matérias ao Jornal da Tarde, graças às jarras de chá de coca servidas no hotel. Se quase morri sufocado sem ar, apenas batucando as teclas, imaginem como sofrem os jogadores num jogo a 4 mil de altitude.

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Denis entrega o ouro e quase compromete o São Paulo

O São Paulo viveu esse drama. Foi colocado dentro de uma panela de pressão. Respondeu bem até onde as veias suportaram. Ganso perdeu uma chance incrível, aos 44. E os coadjuvantes, como Wesley, Kelvin, Thiago Mendes e até Maicon, foram gigantes.

No final do jogo, Denis, sempre ele, foi expulso aos 42 minutos, com justiça, por retardar o jogo. Tão inocente como se comporta debaixo dos três paus. Não é goleiro à altura do São Paulo. Entregou no gol do Strongest e comprometeu o time nos últimos minutos com a expulsão.

O zagueiro Maicon foi para gol e salvou o São Paulo. Deveria ficar no lugar do inútil Denis. Ao apito final, pancadaria entre os jogadores em confusão com Calleri. Nada assustador. Essa é a Libertadores, um retrato da corrupta e falida Confederação Sul-Americana de Futebol, a famigerada Conmebol.

Contra o Toluca, no jogo de ida, o São Paulo não terá Denis e Calleri. O goleiro, dentro do que está jogando, não vai fazer falta. E o artilheiro do time… É bom nem falar

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