Copa América estende tapete vermelho a Lionel Messi

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Copa_América_CentenarioLionel Messi apareceu na Copa América sem cerimônia, apenas reivindicou seu lugar num torneio até aqui sem protagonistas. Entrou no momento mais chato do jogo entre Argentina e Panamá e já escreveu seu nome com três gols na vitória dos argentinos por 5 a 0 contra os aprendizes panamenhos.

Quem gosta de futebol, além da paixão intimista, certamente desfrutou da exibição de Messi. Ele fez o diabo em campo, diante de pouco menos 54 mil torcedores em Chicago. De quebra, assinalou gols com sua estirpe. De todo jeito. De falta, de jogada individual, com repertório de craque de cinco vezes eleito o melhor do mundo.

Fico aqui a pensar. Que falta faz Lionel na Eurocopa na França? Lá, no grupo dos extraordinários dos gênios da bola, a lacuna sem Messi é imensurável. Aqui, na carestia intestina de talentos, ele fez do inferno um céu.

Ainda terá mais um jogo da primeira fase, contra a Bolívia, para britar seu nome na Copa América. Na segunda fase, com adversários mais qualificados, vai ter prova suficiente para levar a Argentina ao topo.

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O mesmo não se pode dizer o Chile, que derrotou a Bolívia com enorme sacrifício por 2 a 1, e ainda com direito a um pênalti polêmico. Deve explicações.

Como neste blog a discussão não é o erro do juiz e sim o desempenho das seleções e seus agentes transformadores, cabe aqui exaltar Lionel Messi. Craques têm livre trânsito entre os comuns. O melhor do mundo, eleito cinco vezes pela Fifa, entrou em campo. Quem segura?

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No Grupo do Uruguai, se classificaram México e Venezuela. O uruguaio Luis Suárez, candidato a craque do torneio, nem entrou em campo, vítima de lesão. O Uruguai está desclassificado. No grupo do Brasil, a Seleção de Dunga enfrenta o Peru no domingo. Se garante com um empate ou vitória.

Como se sabe, Neymar nem foi aos Estados Unidos por acordo da CBF com o Barcelona. Luis Suárez já caiu fora. Messi, o trono é seu.