Diego no Flamengo ou como é muito fácil jogar no Brasil

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Flamengo anunciou a contratação do meia Diego nesta terça-feira (19/7), último dia para se comprar jogadores que atuam fora do Brasil. Aos 31 anos e desde 2004 no futebol internacional, o meia assinou contrato de três anos com o clube carioca. Vai receber R$ 600 mil por mês de salários.

Diego se desligou do Fenerbahce, da Turquia, em uma rescisão contratual. Portanto o Flamengo não terá de desembolsar nenhum centavo ao clube turco. Em contrapartida vai pagar ao jogador uma quantia (não revelada) para assegurar parte dos seus direitos econômicos. Dinheiro este a ser diluído nos salários, que podem chegar a R$ 800 mil.

Revelado ao lado de Robinho no Santos em 2002, Diego perambulou pela Europa sem ser protagonista em grandes clubes. Teve boas passagens pela Juventus da Itália e Atlético de Madrid.

No Flamengo pode dar certo como muitos jogadores que, após perderem valor de mercado no futebol europeu, voltam ao Brasil. Há uma infinidade deles nos principais clubes do País, sem falar nos boleiros dos países vizinhos sul-americanos.

Veja alguns casos de repatriados e gringos sem espaço lá fora e sucesso de bilheteria no futebol brasileiro:

ROBINHO (atacante – Atlético-MG)
Saiu do Brasil  em 2005 candidato a melhor do mundo direto do Santos para o Real Madrid. Rodou alguns anos sem brilho na Espanha, Inglaterra e Itália. Foi e voltou ao time santista e agora está no Atlético-MG engatando boa sequência de jogos. Aos 32 anos, recebe salários estimados em R$ 400 mil – com bônus pode chegar a R$ 800 mil. Já conquistou os atleticanos.

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Robinho no Atlético-MG

MAICON (zagueiro – São Paulo)
Fez carreira no Porto até cair em desgraça ao abandonar um jogo contra o pequeno Arouca, após um falha no segundo gol que deu a derrota ao seu time. Não jogou em nenhum dos gigantes da Europa. Custou ao São Paulo R$ 22 milhões.  Aos 27 anos, virou ídolo da torcida e símbolo do time em menos de quatro meses.

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Maicon no São Paulo

RICARDO OLIVEIRA (atacante – Santos)
Com idas e voltas do futebol árabe, o artilheiro fez contrato de risco com o Santos na temporada de 2015. Virou artilheiro do Brasil e chegou, aos 35 anos, à Seleção Brasileira. Teve propostas da China e optou por ficar no Santos, onde é ídolo da torcida. Salários de R$ 150 mil mensais – com bônus, pode chegar a R$ 400 mil.

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Ricardo Oliveira no Santos

GUERRERO (atacante – Flamengo)
Sem mercado na Europa, chegou ao Corinthians em 2012. Virou artilheiro do time e protagonista na conquista do Mundial de Clubes. Trocou o clube paulista pelo Flamengo, onde ainda não é unanimidade. Aos 32 anos, fatura cerca de R$ 500 mil mensais.

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Guerrero no Flamengo

ZÉ ROBERTO (lateral – Palmeiras)
Voltou do mundo árabe, após passagem de sucesso na Europa e bagagem de jogar a Copa do Mundo de 2006, para se aposentar no Grêmio em 2012. Jogou fácil no Sul e se acertou com o Palmeiras em 2014. Titular com Oswaldo de Oliveira e Marcelo Oliveira, tem cadeira cativa com Cuca na lateral-esquerda. Aos 42 anos, recebe cerca de R$ 400 mil mensais.

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Zé Roberto no Palmeiras

ELIAS (meia – Corinthians)
Passou pela Europa sem muito sucesso até chegar ao Flamengo, em 2014. Voltou ao Corinthians, onde jogou de 2008 a 2010, em 2014. Virou titular da Seleção Brasileira com Dunga, a partir do segundo semestre de 2014. Tem lugar garantido no time de Cristóvão Borges. Aos 31 anos, recebe salários de R$ 500 mil por mês.

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Elias no Corinthians

NENÊ (meia – Vasco)
Sem brilho na Inglaterra, Espanha, França e mundo árabe, desembarcou no Vasco em 2015. Mesmo com o rebaixamento à Série B, virou ídolo da torcida vascaína e motivo de cobiça de grandes clubes do Brasil. Cotado até para a Seleção Brasileira. Aos 35 anos, tem salários estimado em R$ 300 mil mensais.

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Nenê no Vasco

GRAFITE (atacante – Santa Cruz)
Fora do Brasil desde 2011, em clubes intermediários da França, Alemanha e mundo árabe e reserva da Seleção na Copa do Mundo de 2010, voltou ao Santa Cruz no segundo semestre de 2015. Virou ídolo da imensa torcida do clube pernambucano. É o vice-artilheiro do Brasileirão de 2016, até a 15.ª rodada, com 8 gols – dois a menos que Gabriel Jesus. Aos 37 anos, fatura R$ 200 mil por mês

Grafite marcou pela primeira vez com os pés desde que voltou ao Arruda
Grafite no Santa Cruz

Completam essa lista jogadores, com mais de 30 anos, que foram jogar fora do Brasil e voltaram sem arrebatar corações europeus e dar lucros exorbitantes aos grandes clubes, mas com fama nos clubes brasileiros. Anote aí :

Diego Souza (meia, Sport), Fred (Atlético-MG), Michel Bastos (meia, São Paulo), Kleber (atacante, Coritiba), Henrique (zagueiro, Fluminense) e Renato (volante, Santos).

Na lista do estrangeiros, nomes que não brilharam lá foram, mas conquistaram os brasileiros. Alguns já foram embora há pouco tempo. Anote aí:

Diego Lugano (zagueiro, São Paulo), Lucas Pratto (atacante, Atlético-MG), Barcos (atacante, Palmeiras e Grêmio), D’Alessandro (meia, Inter), Valdivia (meia, Palmeiras), Marcelo Moreno (atacante, Cruzeiro), entre outros.

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