Tite elege seus titulares na Seleção e Gabriel Jesus ganha a camisa 9

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Tite escolheu os números dos jogadores da Seleção Brasileira para os jogos contra o Equador (dia 01/9) e Colômbia (06/9) na sua estreia no comando do escrete. Se seguirmos a sequência de 1 a 11, já teremos o time titular no esquema 4-1-4-1, tão apreciado ao treinador.

A Seleção de Tite então seria formada com Alisson, Daniel Alves, Miranda, Gil e Filipe Luis; Casemiro; Rafael Carioca, Renato Augusto, Philipe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.

Evidente que, na hora de avaliar a condição física de cada um, essa composição possa mudar. Alguns jogadores estão no início de temporada, sem muito ritmo e força.

Uma certeza é que Gabriel Jesus, neste momento, tem a preferência de Tite no comando do ataque na disputa com Gabigol. Um autêntico camisa 9.

Cabe ainda lembrar um detalhe importante. Quando treinadores da Seleção elegem a numeração dos jogadores costumam ser fiéis aos eleitos até o fim. Só mudam de opinião em casos de queda de rendimento técnico ou lesões mais graves.

Para ficar nas duas últimas conquistas do Brasil em Copas dos Mundo, em 1994 nos Estados Unidos e 2002 na Coreia do Sul e Japão, veja como reagiram Parreira e Felipão.

Parreira, treinador da Seleção na Copa de 94, disse a esse repórter logo após a classificação ao Mundial dos EUA, em setembro de 1993 no Maracanã, que o time da estreia era o mesmo que havia derrotado o Uruguai no Maracanã na última partida das Eliminatórias daquela Copa. “Esse é o time da estreia na Copa”, disse Parreira.

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O Brasil jogou contra o Uruguai em 93 com Taffarel, Jorginho, Ricardo Gomes, Ricardo Rocha e Branco; Mauro Silva, Dunga, Raí e Zinho; Bebeto e Romário.

Na estreia na Copa de 94, quase um ano depois, Parreira foi obrigado a mudar a dupla de zaga com as contusões de Ricardo Gomes e Ricardo Rocha e na lateral com Branco, machucado. O resto do time se manteve e só foi alterado quando Raí, na avaliação do treinador, teve uma queda de rendimento.

Na Copa de 2002, Felipão começou com Marcos, Cafu, Lúcio, Roque Júnior e Roberto Carlos; Edmílson, Gilberto Silva e Kleberson; Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Rivaldo. Esse time estava na cabeça do treinador bem antes de a Copa começar e ganhou corpo quando Felipão teve a certeza que Ronaldo e Rivaldo, recuperados de lesões, estavam aptos a jogar.

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Com Tite não será muito diferente se a Seleção responder com bons resultados nos jogos contra Equador e Colômbia.

É bem provável que Thiago Silva, ao voltar a jogar com normalidade, assumirá um lugar na zaga. De resto, Tite deverá promover poucas mudanças.

O ponto de partida de um bom trabalho de um treinador no comando da Seleção é a relação de confiança entre o chefe e os jogadores. Correções de rumo sempre são bem-vindas. Tite sabe que herdou um abacaxi e não tem o direito de errar.

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