Casemiro escreve seu nome na vitória do Real Madrid contra o Napoli

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Real Madrid não se deixou surpreender pelo insinuante Napoli no jogo de ida das oitavas de final da Champions League. Venceu por 3 a 1 com autoridade de maior campeão da taça mais cobiçada da Europa, apesar de levar alguns sustos, e evitou um drama como o Barcelona viveu em Paris na terça-feira. Empurrado por Diego Maradona, acomodado nas tribunas do Santiago Bernabéu, o time italiano saiu fortalecido, mesmo derrotado. Viu que o gigante não é assim tão poderoso e pode dar o troco na partida de volta em Nápoles.

Tamanha esperança vem do trabalho que impôs ao Real Madrid no primeiro tempo. Apresentou seu cartão de visitas logo aos 8 minutos,  com um lance diferente de Insigne surpreendendo Navas em chute colocado que partiu de bem longe da grande área. Gol assombroso e a deixar o Santiago Bernabéu de boca aberta. Era muito atrevimento do italiano baixinho e uma falta total de respeito aos donos da casa.

A resposta espanhola deveria vir rápida, sob pena de o time napolitano tomar conta e deixar o Real com os nervos expostos. Mas como encaixar um ataque fatal se o adversário condensava o jogo com uma marcação apertada no segundo terço do campo? James aberto na direita, Cristiano na esquerda e mais a chegada dos laterais Carvajal e Marcelo não eram a solução até nascer o gol de empate, ao 18.

De uma bola metida com chute de três dedos de Carvajal, Benzema tirou proveito do descuido de Albiol e fez de cabeça o gol que acalmaria o Bernabéu.  Zidane então puxou Benzema para fora da área a atrair os marcadores e, se possível, abrir um corredor às descidas de Modric e Kross. Seu time se amoldou mais ao jogo com essa configuração e ficou ainda mais confortável quando Cristiano saiu da esquerda e foi parar na ponta-direita, trocando de posição com James.

Fiel ao seu estilo de troca rápida de passes, quase de primeira, o Napoli passou de inquisidor a sofredor. Sentiu na pele o castigo imposto pelo Real. O contra-ataque não fluía. Era o momento de se previnir para não levar o segundo gol e ver o castelo desmoronar. E suportou bem até o fim do primeiro tempo, para alívio do rei Diego Maradona, dizem os súditos de Nápoles.

Restavam 45 minutos para aguentar o tranco e surpreender o poderoso Madrid. Mas não deu nem tempo de Maradona se acomodar nas tribunas na volta do intervalo do jogo. Com apenas 4 minutos, Cristiano Ronaldo, ele, o melhor do mundo, arruma bela jogada de ponta-direita e rola a bola  para Kross bater de primeira, no contrapé de Reina, e restabelecer a hierarquia: 2 a 1 para os donos da Champions League com suas 11 taças “orelhudas” nas galerias do Bernabéu.

Maradona engoliu seco e ficou atordoado quando Casemiro, isso mesmo, Casemiro emendou de primeira um rebote da zaga italiana. A bola saiu como um míssel e morreu na rede de Reina. Um senhor gol. Um golaço. Tudo isso com menos de dez minutos do segundo tempo.

A vantagem no placar aquietou o Madrid. Time trocou o rolo compressor por um jogo mais cadenciado, sem agonia. Kross e Modric se alinharam na saída de bola. Casemiro se adiantou para não perder contato com seus dois companheiros de meio-campo. Um Real muito certinho e nada atrevido.

Bom para o Napoli que resolveu arriscar um pouco mais. Perder por 3 a 1 seria um parto, mas não impossível, reverter a desvantagem no jogo da volta, em março, no Sul da Itália. Sem nenhuma novidade tática ou mudança de estratégia, construiu bons ataques. Desperdiçou um gol nos pés de Merthen e teve outro anulado por impedimento. E ficou nisso. Volta para casa com esperança de mudar o curso do rio. Quanto ao Real Madrid, basta jogar como se espera do maior campeão da Champions League. Não tem mistério.

(leia mais no CHUTEIRA FC, novo espaço para debater o futebol)

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