Torcedor brasileiro rejeita técnico estrangeiro na Seleção, CBF está amarrada

foto: CBF

Seleção Brasileira não será comandada por um treinador estrangeiro a partir de 2023, se prevalecer a preferência da maioria da população do Brasil. Pelo menos é o que indica a pesquisa do DataFolha publicada neste sábado (06/8): 55% dos torcedores rejeitam um “gringo” no comando do time nacional, diz o levantamento feito nos dias 27 a 28 de julho – “foram ouvidas 2.556 pessoas de 16 anos ou mais em 183 municípios e margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%”, diz o instituto de pesquisa.

Diante dessa expressiva rejeição da torcida, de acordo com o DataFolha, os estrangeiros mais bem cotados na sucessão de Tite perdem espaço neste momento. Abel Ferreira (técnico português do Palmeiras), Jorge Jesus (ex-Flamengo e hoje no Fenerbahce), Carlo Ancelotti (Real Madrid) e Pep Guardiola (Manchester City), em tese, ficam fora da disputa pelo império da Seleção.

Sem os estrangeiros, a busca por um treinador brasileiro não sugere muitas opções. Cuca (Atlético-MG), Dorival Junior (Flamengo), Fernando Diniz (Fluminense) e Rogerio Ceni (São Paulo) entrariam no páreo. Renato Gaúcho, em baixa, não deve ser desprezado. Nenhum deles provocaria comoção nacional.

Neste cenário árido de poucas alternativas entre treinadores brasileiros, CBF ganha tempo na sucessão de Tite. O eleito deve ser aclamado apenas no início de janeiro de 2023, pouco menos de um mês depois da final da Copa do Mundo Qatar 2022.

Os nomes estão na mesa. Entre eles, não se descarta uma renovação de contrato com Tite até 2026 no Mundial de sede tripla – Estados Unidos, Canadá e México.

Se Tite voltar do Qatar campeão do mundo no dia 18 de dezembro, será candidato natural a permanecer no comando da Seleção. Em caso de derrota, seu destino está selado: fora.

CBF pode até se antecipar ao processo anunciando agora em setembro um novo contrato com Tite – técnico do escrete desde 2016.

Veja o que aponta do DataFolha:

“Em seu sexto ano à frente da seleção brasileira, o técnico Tite teve uma melhora na avaliação feita pelos brasileiros a respeito de seu trabalho. Segundo nova pesquisa Datafolha, 47% consideram o desempenho do treinador ótimo ou bom”.

No caso de Tite insistir em não renovar – ele já anunciou que deixará a Seleção após a Copa do Qatar –, CBF vai ao paredão: elege um treinador estrangeiro, sem dar importância às pesquisas populares, ou escolhe um dos brasileiros cotados neste segundo semestre de 2022.

Confira as opções da CBF:

Dorival Júnior – entra com o favorito se fechar a temporada 2022 do Flamengo com os títulos da Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão. Pesa a força do Flamengo, contemplação da mídia esportiva e as taças.

Fernando Diniz – ganha força com a eventual conquista do Brasileirão no comando do Fluminense. Essa é a sua única chance.

Cuca – estava bem cotado em cima das taças do Brasileirão e Copa do Brasil no comando do Atlético-MG em 2021. Se levar o time mineiro à final da Libertadores 2022, entra no páreo novamente.

Rogério Ceni – perde terreno com a campanha fraca do São Paulo no Brasileirão, mas pode se valorizar se for campeão da Copa do Brasil.

Renato Gaúcho – era o preferido da mídia e setores da CBF quando dirigia o Flamengo até a final da Libertadores 2021. Ao ser ser derrotado na decisão contra o Palmeiras, perdeu espaço. Sem clube, com boas possibilidades de assumir o Vasco, corre por fora na sucessão de Tite.

Estrangeiro – Abel Ferreira, técnico português do Palmeiras, é favorito disparado a assumir a Seleção. Há quase dois anos no futebol brasileiro, tem currículo expressivo com o bi da Libertadores, Copa do Brasil e a força do Palmeiras.

Abel Ferreira, do Palmeiras – foto: Cesar Greco / Ag Palmeiras
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