Daniel Alves: “Se for para tocar pandeiro na Seleção, vou ser o melhor pandeirista que existe”

Daniel Alves toca pandeiro – foto: CBF oficial

Daniel Alves está escalado por Tite. Será capitão do Brasil contra Camarões nesta sexta-feira (02/12). Seleção só terá reservas em campo. Acompanhe depoimento do jogador de 39 anos, o mais velho do time e o mais contestado pela torcida e mídia

“Minha missão na Seleção é entregar o meu melhor em prol da Seleção. Temos 26 jogadores com a mesma capacidade de executar, mas cada momento temos um plano, e a cada momento tenho que seguir o plano. Acho que nos dois jogos que não estive o time necessitava, na minha posição, de melhor defesa. Eu sou um bom ataque (risos). Esse é o plano. Saber como joga o time e o que vai demandar do seu serviço. Estou à serviço da Seleção. Se for para tocar pandeiro, vou ser o melhor pandeirista que existe.”

“A vida me ensinou que quando você coloca sua mente naquilo que você quer, quando você colocar trabalho, dedicação, proceder, ela te leva a lugares inimagináveis. É o que está acontecendo agora. Essa viagem é única e isso que fiz em todo esses tempo de 16 anos em prol da seleção brasileira. A vida sempre premia aqueles que amam o que fazem e se entregam de corpo e alma na sua missão. Estou colhendo o que plantei nesses 16 anos”.

Não sou masoquista, não quero que as pessoas falem de mim sem ao menos saber da minha dedicação

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“É normal que as pessoas contestem pela idade, por não estar no melhor momento, mas a Seleção e a Copa não é somente estar no melhor momento no clube. É estar no melhor momento dentro da Seleção. E isso que procurei fazer desde 2003, quando cheguei à Seleção pela primeira vez”.

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“Dar entrevista não é difícil, porque tenho as respostas das possíveis perguntas muito bem definidas. Sempre me preparo para aquelas que não estou preparado no momento, estudo muito para dar respostas objetivas, sem me esquivar. O mais difícil nesse processo foram os últimos quatro meses, uma luta árdua para estar aqui, entrevista é fácil”.

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“Historicamente na Seleção alguém teve que pagar a conta. Se eu estivesse no Barcelona dificilmente esse debate aconteceria. Eles erraram, porque foram colocar na conta de quem mais tem argumentos para pagar. Me incomoda, mas não me afeta. Não sou masoquista, não quero que as pessoas falem de mim sem ao menos saber da minha dedicação. É fácil para elas fazerem isso, por isso é fácil pra mim aceitar ou não… Prefiro ir por outro caminho, que é entregar meu melhor”.