Cabeça de Dorival está servida na bandeja do presidente da CBF. Resultados ruins diante da Colômbia e Argentina, adeus Dorival.
Seleção Brasileira não pode ser montada com base no que os jogadores jogam em seus clubes. Não combina. É preciso de identidade própria
Luiz Antônio Prósperi – 20 março (12h31) –
Seleção Brasileira volta jogar nesta quinta-feira (20/3) após quatro meses da última partida nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2026 quando empatou (1 a 1) com o Uruguai em Salvador. Adversário hoje é a Colômbia, 21h45, no Estádio Mané Garrincha, Brasília. É noite de voltarmos ao divã a expor nossas angústias, aflições e tédio diante de uma questão: ser ou não ser o verdadeiro futebol brasileiro?
NA TV – Brasil x Colômbia – 21h45 – transmissão Globo e SporTV
Deitados no divã, poderemos refletir se Dorival Junior está no caminho certo. De imediato, parece que não.
Desde que assumiu a Seleção, há um ano, o time não convence. Joga para o gasto algumas vezes. Na maioria das partidas não deslancha. Não engata a terceira marcha. E, pior, não assume uma identidade.
Culpa de Dorival? Em parte, sim.
O treinador acostumado a fazer arroz com feijão, como ele mesmo diz a respeito de times que dirige, se perde na culinária da Seleção quando tem a seu dispor ingredientes mais sofisticados.
Suas escolhas nas convocações muitas vezes tem equívocos imperdoáveis ao insistir com jogadores sem patente do escrete.
Outro erro vem no discurso de que procura acomodar os jogadores na Seleção na mesma função que exercem em seus clubes.
Pode ser uma utopia. Mas a Seleção Brasileira não pode ser montada com base no que os jogadores jogam em seus clubes. Não combina.
Real Madrid, de Vini Jr e Rodrygo, não joga igual ao Barcelona de Raphinha – o trio de ataque verde-amarelo.
Newcastle de Bruno Guimarães não atua no modelo do Flamengo de Gerson – nossa dupla de volantes.
Seleção Brasileira não deve ser formulada com os conceitos de clubes. Tem de ter identidade própria. Dar personalidade aos jogadores para que se sintam à vontade para expor seus dotes técnicos. E não apenas jogar a serviço da pátria como missão e sim por prazer e compromisso.
Bater no peito. Nós somos a Seleção Brasileira. Não somos Real Madrid, Barcelona, Newcastle, Brighton, PSG.
Utopia.
Por isso estaremos no divã essa noite.
NEYMAR DEPENDÊNCIA
Estamos tão sem rumo a ponto de Dorival Junior revelar, na coletiva de imprensa na quarta-feira (19/3), que toda estrutura de trabalho na montagem do time estava focada na volta de Neymar. Como o craque se machucou voltemos ao rame-rame.
Neymar emendava sete jogos no Santos após mais de dois anos sem jogar. Como seria o salvador da pátria nesse momento?
Ao apostar todas suas fichas em Neymar, Dorival escancara seu desespero e falta de coerência com seu trabalho a frente do escrete.

Não por acaso, a cabeça de Dorival está servida na bandeja do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues.
Resultados ruins diante da Colômbia hoje e Argentina, terça-feira (25/3), em Buenos Aires, adeus Dorival.
Não por acaso também, Ednaldo antecipa as eleições a presidente da CBF. Garante chapa única e a reeleição de um mandato que pode se estender até 2030.
Se deixasse para depois dos jogos contra Colômbia e Argentina, o mar estaria revolto e o presidente sem estofo para despachar Dorival.
Agora, não. Sentado em seu trono na CBF e sem resistência no processo eleitoral, Ednaldo está bem à vontade para levar Dorival à guilhotina.
E fiquem atentos a um detalhe: Vini Jr, Rodrygo e Raphinha, base do nosso ataque, estão pendurados com cartões amarelos. Advertidos hoje contra a Colômbia, não enfrentarão a Argentina na terça-feira.
Todos ao divã. A Seleção Brasileira vai jogar.





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