Luiz Antônio Prósperi – 15 maio 2026 (11h25) –

Carlo Ancelotti renova contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030. Tradução: teremos um técnico estrangeiro no comando da Seleção Brasileira no próximo ciclo de quatro anos. É o atestado oficial da crise de treinadores brasileiros anunciada desde os 7 a 1 em 2014. Nossos “professores” caíram em desgraça. Ambição de um dia ser o técnico da Seleção ou até mesmo de voltar a dirigir o escrete acaba no ato da renovação de Ancelotti.

A velha geração, por exemplo, nem tinha mais esperanças de assumir a Seleção. Confira aí:

Luis Felipe Scolari, campeão do mundo em 2002, já entregou o bastão. Sua preferência é tocar a vida na função de dirigente de futebol.

Vanderlei Luxemburgo, técnico da Seleção no fim dos anos de 1990, está mais para política a encarar o futebol como prioridade.

Mano Menezes, técnico da Seleção em 2012, tenta a sorte na Seleção do Peru em busca da Copa de 2030.

Dunga, técnico fracassado na Copa do Mundo de 2010 e depois com breve volta entre 2014 e 2016, há muito não fala em dirigir um time de futebol, ainda mais o escrete.

Tite, privilegiado em duas Copas (2018 e 22), nem por reza brava terá uma nova chance na Seleção após colecionar derrotas admiráveis.

Entre os treinadores da geração intermediária prevalece o deserto. Veja:

Dorival Junior, de passagem melancólica em 2024 e meados de 2025 com a Canarinho, também não superou seus limites.

Fernando Diniz, que poderia ser uma esperança, gera mais desconfiança à certeza de que seus métodos dariam um novo rumo ao time do Brasil. Abolido.

Renato Gaúcho fala em tesão por ser treinador, mas vive o dilema eterno entre a praia e o futebol.

Rogerio Ceni, outro promissor dessa geração, se agarra cada vez mais na boia da salvação no Bahia governado pelo Grupo do Manchester City. Não decola.

Da nova geração, não se vê um fiapo de luz no sol do horizonte.

E como a CBF parece rendida ao “nono” Ancelotti, poderia formatar um projeto ao novato técnico Paulo Vitor, conhecido PV, atual treinador da Seleção Brasileira Sub-20 e de passagem vitoriosa na base do Palmeiras.

A CBF deveria levar PV como assistente de Ancelotti nessa Copa 2026 para aprimorar a arte do ofício e suceder o italiano depois de 2030. Até porque muito da geração a ser convocada na Copa de 2030 vai passar pelas mãos de PV.

Passou da hora de a CBF investir na formação de novos treinadores brasileiros.

Se não levarmos muito a sério essa crise de técnicos tupiniquins é bem provável que após a Copa de 2030 iremos às ruas pedir por Pep Guardiola ou Abel Ferreira na sucessão de Carlo Ancelotti. Um espanhol ou um português por um italiano.

E La Nave Va.

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