Luiz Antônio Prósperi, de New Jersey, 13 junho 2026
Brasil tem estreia desastrosa na Copa do Mundo. Não por empatar (1 a 1) com Marrocos e sim por um futebol sem entusiasmar, confuso e sem perspectivas de uma volta por cima. A tarde noite em New Jersey no 13 de junho de 2026 é para esquecer. Seleção Brasileira merece algo melhor. Não se pode conformar com este joguinho. Pobre da maioria dos 80 mil torcedores no MetLife Stadidum que tingiram o colosso. americano de verde amarelo, cantaram o quanto foi possível e saíram da arena exauridos e preocupados.
Se serve de consolo, Carlo Ancelotti disse assim meia hora depois do jogo: “Não se ganha uma Copa com o primeiro jogo.”
É, pode ser, Carletto. Mas a situação é crítica.
O Primeiro tempo é salvo por Vini Jr. Na na base da ousadia do drible e no arremate ao gol, o irrequieto atacante decreta o empate aos 32 minutos. E para por aí. Até ali, Marrocos, semifinalista da Copa de 2022 no Qatar, tirava proveito da desorientação geral do escrete canarinho. Brasil sem sintonia. Sem saber se estava na tórrida New Jersey a 30 graus ou na Cordilheira do Andes embrulhada de frio. Um time invertebrado.
Muito por causa das opções de Carlo Ancelotti, o Carletto, ao insistir com Lucas Paquetá na articulação do ataque, como se fosse um totem sagrado do futebol brasileiro. Paquetá erra quase tudo e alimenta o contra-ataque que resulta no gol do marroquino Saibari, aos 21 minutos. Carletto erra também ao apostar em Ibañez na lateral. Aliás por ali Marrocos teve porteira aberta para invadir o território brasileiro.
Tudo isso sem falar na lentidão paquidérmica de Casemiro e na desorientação de Bruno Guimarães sem função e sem saber a quem marcar.
Segundo tempo começa com Fabinho na vaga de Casemiro e Danilo substituindo Ibañez. Brasil emite sinais de melhora. Mas Paquetá continua no time. Igor Thiago, solitário como lua cheia. Aos 14 minutos, Ancelotti, enfim, saca Paquetá e Igor. Time ganha vigor com Luiz Henrique e Matheus Cunha. Nada que fosse abalar a Torre Trump em Nova York.
Seleção sobrevive. Marrocos aos poucos volta a engolir o time de Ancelotti. Cozinha o jogo ao seu bem querer até o juiz dar o apito final.
Enquanto isso, Endrick, o atrevido, se via constrangido no banco de reservas. Passa o segundo tempo inteiro se aquecendo e não entra no jogo.
E tem mais um detalhe: antes de a partida começar, Neymar sai do vestiário e no caminho até o banco, onde seria mero espectador do jogo, acena aos torcedores. Tem gente que acredita que Neymar possa ser o salvador da pátria. Difícil. Muito difícil. Nesse momento estamos a pé nos Estados Unidos.
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