Luiz Antônio Prósperi, 18 junho 2026 (20h05)
Endrick, parece, vai ter de esperar até a Copa 2030. Agora, nesta de 2026, é bem provável que fique mais no banco a dentro do campo. A depender das declarações de Carlo Ancelotti, Endrick deve ter paciência. De acordo com Carletto, o menino é paciente. Quanto à Seleção, mudanças virão diante do Haiti na cidade de Rocky Balboa, Philadelphia, na Pensilvânia, nesta sexta-feira (18/6).
Carletto enxerga em Endrick o futuro da Seleção. Não é a solução imediata para hoje, embora tem claro o seu aproveitamento na reta final dos jogos em 2026. A dica do técnico da Seleção Brasileira sai na entrevista coletiva concedida em uma sala apinhada de jornalistas nos subterrâneos do estádio Lincoln Financial Field.
Ao ser questionado a comparar seus três centroavantes Matheus Cunha, Igor Thiago e Endrick, Ancelotti não recua:
“Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de segundo atacante do que de referência, algo que o Igor Thiago tem. Ele é forte, é muito agressivo. Endrick não é nem um, nem outro. Endrick é outra coisa, outra coisa. Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar das suas qualidades nessa e na próxima Copa do Mundo. Ele é paciente, não tem pressa, é muito maduro para a sua idade. São aspectos importantes. A família perto dele também é paciente, são aspectos importantes”.
Endrick tem 19 anos. Joga com a camisa 19. Mesma situação vivida por Lionel Messi na sua estreia em Copas do Mundo. Messi tinha 19 anos e vestia a 19 da Argentina na Copa de 2006 na Alemanha. Portanto, Endrick, diz Ancelotti, “não tem pressa”.
Endrick estará no banco contra Haiti. Se aparecer uma chance lá pelos 30 minutos do segundo tempo, pode estrear na Copa.
É bom que Ancelotti fique esperto. A hora de promover mudanças na Seleção é agora. Nada muito radical, mas urgente.
“Deixo claro uma coisa: é um privilégio estar aqui como treinador da Seleção. Tenho que lidar com a pressão. O resultado não foi bom contra Marrocos, mas temos que fazer uma crítica construtiva. A Copa não se ganha no primeiro jogo. Temos que buscar a solução. A autocrítica dos jogadores foi positiva. Trabalhamos nesses dias para solucionar isso e acho que vamos. Seja antes ou depois, vamos solucionar. Sigo confiante que a equipe será competitiva nessa Copa”.
Então, quem sai do time?
“Algumas mudanças vamos fazer, vou colocar alguns jogadores que estão mais frescos que outros. Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo. Errar menos passes. Temos a qualidade para fazê-lo, ter um jogo de entretenimento, temos jogadores de força e potência. O pensamento potencial é de fazer melhor. E temos que fazer melhor.”
Que assim seja, Carlo Ancelotti não tem mais tempo a perder. Nem ser paciente como o menino dessa história.
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