Luiz Antônio Prósperi – 20 agosto 2026 (19h15)
Libertadores 2026 apresenta protagonistas que pedem passagem e outros que fecham as portas. El Capitán Gustavo Gomez eleva o Palmeiras e o Coringa Gerson afunda o Cruzeiro. Duas faces do futebol em cenários hostis e noites distintas em Assunção e no Rio de Janeiro.
Atuações de Gomez e Gerson chamam atenção.
O zagueiro paraguaio, 33 anos, enfrentava frio, chuva, campo estreito pesado, compatriotas nada corteses e obrigação de deixar o Palmeiras vivo na temporada.
Com Gerson, 29 anos, era diferente. No gramado irregular do Maracanã, tão conhecido de suas chuteiras, o meia não tinha o direito de sucumbir às vaias de torcedores que o adulavam até pouco tempo.

El Capitán esmaga todas adversidades. Sobe ao céu e, de cabeça, faz o gol que sustenta a cobiça do Palmeiras pela glória eterna. Paraguaio algoz de paraguaios. Total de 15 gols na Libertadores, entre 2018 e 2026. Um espanto. Punho erguido.
O Coringa vira refém do inconformismo. Trota quando deveria correr. Assiste seu companheiro Matheus Pereira se matar em campo em nome da honra das cinco estrelas símbolos do Cruzeiro. E aceita a imposição de seus ex-parceiros do Flamengo. A derrota inevitável. Um desplante. Rosto coberto com a camisa a esconder a vergonha.
Futebol não costuma perdoar os omissos, Gerson.
E, contudo, agraciar os que se entregam até a última gota de suor, Gustavo Gomez.

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