Presidente do São Paulo reage aos vândalos ou renuncia

Presidente do São Paulo, Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, provou do seu próprio veneno nesta manhã de sábado quando torcedores de facções organizadas invadiram o Centro de Treinamentos do clube. Em uma de suas entrevistas, não faz muito tempo, Leco disse que ajudava torcidas organizadas do Tricolor com dinheiro. Deu no que deu. Os vândalos tomaram conta do CT, protestaram, agrediram jogadores e ainda roubaram equipamentos.

Curioso, para não dizer lamentável, nessa história é que torcedores abriram uma enorme faixa escrita em letras garrafais “FORA LECO”.

De nada adiantou o afago do presidente, que depois teria se arrependido do apoio às organizadas e rompido relações.

Dirigentes de clubes não devem ter relações, nem públicas nem diplomáticas, com essas facções. A maioria delas explora símbolos do clube, ocupa espaços mais vistosos dos estádios e ainda tem privilégios na hora de comprar, quando compram, ingressos dos jogos.

A invasão dessa manhã no CT da Barra Funda obriga Leco romper de uma vez por todas com as facções e ainda cobrar do Ministério Público e forças de seguranças providências enérgicas sob pena de perder o controle da situação no São Paulo.

Se não agir para valer, corre risco de perder autoridade e se enfraquecer no comando do São Paulo.

Michel Bastos e Wesley, jogadores agredidos e alvos da ira das facções, não têm mais condição de continuar no clube. Que segurança terão para jogar?

Invasão de torcedores nos centros de treinamentos é a tradução perfeita do fracasso de gestão de um presidente e seus diretores. Todos os que foram vítimas desses episódios semelhantes a esse e não reagiram, se enfraqueceram e perderam poder.

A resposta está com Leco. Ou toma providências ou renuncia.

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