Palmeiras arrisca ao eleger Eduardo Baptista sucessor de Cuca no comando do time campeão

edubap1Palmeiras começa errado seu planejamento para 2017. Dirigentes não pensaram em um treinador, mesmo informados de que Cuca não renovaria contrato. Imaginaram, em cima do sucesso do time campeão brasileiro e do cofre cheio de dinheiro, que treinadores bateriam à porta do clube se oferecendo para dirigir o time. Não deu certo. Roger Machado, o mais cobiçado do mercado, fechou com o Atlético-MG. Abel Braga assinou com o Fluminense. Vanderlei Luxemburgo, injustiça ou não, ninguém quer. Sobrou Eduardo Baptista, da Ponte Preta, sem currículo e apenas uma boa promessa.

Dirigentes do Palmeiras esperam fechar com Baptista ainda nesta quinta e anunciar o sucessor de Cuca nesta sexta-feira (02/12). O treinador tem contrato com a Ponte até dezembro de 2017, com multa rescisória.

O treinador deve ter impressionado Mauricio Galiotte, novo presidente do Palestra, e o diretor de futebol Alexandre Mattos por ter dado muito trabalho ao Palmeiras no Brasileirão-2016 e Copa do Brasil-2105.

No comando da Ponte, venceu o time de Cuca por 2 a 1 em Campinas e empatou (2 a 2) no Allianz Parque no Campeonato Brasileiro.

Na temporada passada, na época técnico do Fluminense, venceu o Palmeiras por 2 a 1 no Rio e saiu derrotado por 2 a 1 no Allianz  – eliminado nos pênaltis. No tempo normal, Fred perdeu gol feito no final da partida que poderia ter tirado o time de Marcelo Oliveira da Copa do Brasil.

Preparador físico nas comissões técnicas de seu pai Nelsinho Baptista por mais de nove anos, Eduardo virou técnico em janeiro de 2014 ao assumir o Sport, onde conquistou a Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano na mesma temporada. Trocou o time do Recife pelo Fluminense em setembro de 2015 até ser demitido em fevereiro de 2016. E pouco depois foi contratado pela Ponte Preta.

Seus números não indicam um técnico acima da média. Confira:

Sport
127 jogos – 55 vitórias, 35 empates e 37 derrotas.

Fluminense
26 jogos – 8 vitórias, 5 empates e 13 derrotas.

Ponte Preta
43 jogos – 17 vitórias, 11 empates e 15 derrotas.

Nelsinho Baptista, pai de Eduardo, dirigiu o Palmeiras pela primeira vez no início dos anos 1990. Saiu em 1992 quando o clube já havia assinado contrato de co-gestão com a Parmalat. Foi substituído por Otacílio Gonçalves, que, mais tarde, caiu com a chegada de Vanderlei Luxemburgo, um treinador em início de carreira campeão paulista com o Bragantino em 1990.

Eduardo Baptista não tem currículo ainda. Gosta de valorizar a categoria de base e trabalhar com jogadores jovens. Em recentes entrevistas disse que admira e aprendeu muito no aspecto tático com seu pai Nelsinho Baptista, Vanderlei Luxemburgo e Tite.

Pode dar certo no Palmeiras, desde que cartolas administrem o Campeonato Paulista – primeira competição de 2017 – como de adaptação de Eduardo ao clube. Caso contrário, não vai resistir até início da Copa Libertadores, maior objetivo do campeão brasileiro de 2016.

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