Dona da Crefisa vai assumir comando do Palmeiras em dezembro 2021

Leila Pereira candidata à sucessão de Galiotte na presidência do Palmeiras - foto: Palmeiras/divulgação

Leila Pereira será eleita presidente do Palmeiras em novembro deste ano 2021. Dona da Crefisa, principal patrocinadora do clube, a empresária é candidata favorita à sucessão de Mauricio Galiotte. E não tem concorrentes.

Paulo Nobre, presidente responsável por tirar o Palmeiras do buraco infinito entre 2013 e 2016, seria o único a medir forças com Leila. Nobre, segundo interlocutores próximos ao empresário, não parece disposto a disputar a presidência com a candidata declarada. Portanto, a estrada de Leila está pavimentada até ao trono do Palestra.

Não por acaso, a empresária tem concedido uma maratona de entrevistas lançando de fato sua candidatura. Desde domingo (07/3), após Felipe Melo erguer a taça da Copa do Brasil 2020, Leila repete aos veículos de imprensa sua disposição em ser a nova presidenta do Palmeiras.

Não tem mais volta.

A Dona da Crefisa é do grupo político de Galiotte, presidente vitorioso com as conquistas do Brasileirão 2018 e do Paulistão, Copa do Brasil e Libertadores em 2020.

Nenhum integrante do grupo de Galiotte teria a petulância, neste momento, de se lançar candidato contra a vontade do atual presidente. Todos os cantos do Allianz Parque e alamedas do Palestra Itália sabem que Leila Pereira é a candidata de Galiotte.

Leila acaba de ser reeleita no Conselho Deliberativo do clube com 387 votos, um recorde. Em 2016, ela recebeu 248 votos, também um recorde naquela época.

Seu poder de fogo se mede com o patrocínio de pouco mais de R$ 80 milhões por ano com as marcas Crefisa e FAM, um dos mais valiosos do futebol sul-americano, e investimentos pesados no clube desde 2014.

O Palmeiras deve à Crefisa R$ 160 milhões por conta de uma exigência da Receita Federal. Trata-se de um bônus da patrocinadora transformado em empréstimo.

Leila sabe que não tem adversários nas eleições de novembro de 2021.

“Eu ando com a camisa 21, meus celulares têm o número 21. Se repetir o sucesso de 2020 já estou feliz demais. É o ano em que eu seria reeleita conselheira do Palmeiras. Já seria muito significativo para mim por causa disso. Mas é também, não vou cravar porque depende do grupo que eu pertenço, jamais seria candidata isolada… Porque eu sabia que eu poderia ser reeleita e teria possibilidade de pleitear o cargo maior (presidente do clube). É por isso que o ano de 2021 seria muito especial” – disse Leila Pereira ao site ge.globo.

Torcedores do Palmeiras se perguntam: o que vamos ganhar com Leila presidente?

A resposta mais fácil: continuidade de um clube forte, tanto no aspecto financeiro como no desportivo nos próximos três anos e, a depender da gestão da empresária, até 2027 com a reeleição – mandato presidencial é de três anos.

É verdade que a palavra de ordem contra Leila daqui para frente será uma só: o Palmeiras vai se vender à Dona da Crefisa.

Análises simplistas podem referendar essa acusação da venda de um gigante do futebol brasileiro a uma empresária, até então pouco afeita ao futebol e à tradição de um clube centenário.

E qual seria o problema, se real fosse um “ato concreto de compra” e não uma eleição legítima?

Com o futebol brasileiro naufragado em administrações ultrapassadas, péssimos e gananciosos gestores, em crise financeira permanente, qual clube no Brasil não queria uma Leila para chamar de sua?