Dinheiro sobrando, o nome da crise no Palmeiras

Palmeiras vende Endrick ao Real Madrid por R$ 400 milhões. Fatura mais R$ 110 milhões negociando Danilo ao Nottingham Forest. E R$ 16,5 milhões dos 50% dos direitos de Wesley ao Cruzeiro. Um caixa de pouco mais de R$ 525 milhões. Evidente que toda essa grana não vai entrar direto nos cofres do clube em fevereiro próximo. O dinheiro vem parcelado até por dois a três anos, mas ao fim dos pagamentos o destino é um só: o Palmeiras.

Dinheirama que chama atenção dos clubes concorrentes e irrita o torcedor palmeirense.

Nas contas da torcida, sobra recurso financeiro a se investir em contratações de jogadores importantes – reforços ao time do português Abel Ferreira, que também cobra a presidente Leila Pereira.

Abel quer gente grande nas vagas de Danilo, Gustavo Scarpa (saiu de graça ao fim do contrato se transferindo ao Nottingham) e Wesley.

Leila admite as carências e pedidos do treinador. Mas não concorda com manifestações de torcedores e de facções organizadas.

Mancha Verde, a mais poderosa torcida organizada do Palmeiras e financiada no Carnaval pela própria Leila Pereira com patrocínio da Crefisa, já lança manifesto batendo duro na presidenta. Fim da trégua.

“Crefisa dá Crédito, a Torcida, Não!”, diz o manifesto da Mancha divulgado nesse fim de semana.

Leila responde a seu estilo e com sotaque carioca:

“Eu queria tranquilizar nosso torcedor, que terá boas notícias em breve. Temos muitas conversas, avançadas, sem dúvidas. Não quero criar expectativas, fazemos o melhor para o Palmeiras, sem criar expectativas, eu não sou uma presidente que vai contratar quantidade, futebol é caríssimo. Hoje em dia, as aquisições são milhões de euros ou dólares, no passado o investimento não era tão grande. Precisamos ser assertivos.”

Da mesma forma como a presidenta Leila diz que o futebol é caríssimo na hora de contratar reforços, se pode dizer também que é caríssimo na hora de vender seus jogadores – aliás a maioria deles formada nas categoria de base do clube.

São cerca de R$ 525 milhões em vendas. Dinheiro invejado por grande parte de clubes brasileiros e até de vizinhos da América do Sul.

A crise do Palmeiras nesse momento é o avesso das crises de seus principais concorrentes, sempre de pires nas mãos em busca de dinheiro.

“Cadê as contratações?” , diz a faixa aberta no estádio do Rio Preto durante o jogo Palmeiras x Mirassol nas oitavas de final da Copinha nessa segunda-feira (16/1).

O embate entre torcedores mais fanáticos e a presidente promete se estender até o dia em que o primeiro reforço do time pisar na Academia de Futebol. E tem de ser jogador de lastro, patente Seleção Brasileira. Se avista uma intensa troca de rojões.

Confira manifesto da Mancha Verde:


São Paulo, 16 janeiro 2023. Por Luiz Antônio Prósperi

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