Bauza não tem medo de arriscar com reservas do São Paulo

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Edgardo Bauza percebeu cedo demais que não é alto o nível técnico do futebol brasileiro neste campeonato nacional. Em três rodadas, usou mais o time reserva do que o titular e não se decepcionou com os resultados do São Paulo: uma vitória, uma derrota e o empate (1 a 1) contra o Coritiba nesta quarta-feira fora de casa.

De olho nos compromissos das semifinais da Libertadores, o treinador argentino tem jogado suas fichas nos jogadores do banco de suplentes. Na estreia, escalou a molecada contra o Botafogo e voltou do Rio com a vitória por 1 a 0.

Na segunda rodada, com quase todos os titulares, ainda acalentados com a classificação na Libertadores, cedeu a derrota ao Internacional no último minuto, no domingo no Morumbi.

Para não desgastar ainda mais seus eleitos ao time titular, Bauza mais uma vez recorreu ao banco na partida com o Coritiba. Fez um jogo melhor, criou boas chances de gol e parou nas defesas do experiente goleiro Wilson no primeiro tempo.

Saiu atrás no segundo e buscou o empate com o atacante Rogerio, que havia entrado no lugar do lateral Auro – uma substituição com certa dose de ousadia do argentino.

images-6O empate fora de casa, certamente vai reforçar a tese de Bauza de que dá para tocar a vida nas primeiras dez rodadas do Brasileirão com reservas ou, no máximo, com um time misto. É um jeito de descansar o time principal para encarar o Atlético Nacional de Medellín na primeira semana de junho.

“Vamos deixar o Campeonato Brasileiro um pouco de lado e preparar o time nos próximos 15 dias pensando apenas no Atlético Nacional”, disse Bauza.

É um risco que o treinador do São Paulo vai correr. Tirar o pé do Brasileirão nas primeiras rodadas pode complicar lá na frente.

Bauza não está nem aí. Descobriu em pouco tempo que o campeonato nacional não é assim tão complicado. Por enquanto, pode tocar a vida com os reservas. Se conquistar a Libertadores, ninguém vai reclamar de um resultado ruim no Brasileirão.

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