São Paulo, de reservas e garotos, passa fácil pelo Cruzeiro, candidato ao rebaixamento

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Difícil atribuir a vitória do São Paulo contra o Cruzeiro por 1 a 0 ao bom desempenho do time paulista ou à ruindade da equipe mineira. Análise fria sugere apenas eficiência do Tricolor, nas poucas chances que teve, e um descompasso total dos donos da casa. As vaias no Mineirão, ao final do jogo, explicam tudo.

O Cruzeiro, assim como o Botafogo, é candidato sim ao rebaixamento. Neste momento, ocupa a 18.ª posição na tabela, com 5 pontos – um a mais que o time carioca. Classificação à parte, faltam jogadores de bom nível técnico. E ainda tempo para o treinador português Paulo Bento entender o que se passa com o seu time.

Sem ter nada com isso, o São Paulo aproveitou para beliscar mais três pontos fora de casa diante de um adversário que, na teoria, costuma dar trabalho aos rivais no Mineirão.

Edgardo Bauza nem precisou de uma grande estratégia para vencer. Com apenas quatro titulares – Denis, Bruno, Maicon e Kelvin – e alguns meninos criados nas categorias de base, fez o time jogar forte com Kelvin e Centurión abertos nas pontas e mais Alan Kardec e Ytalo na linha de frente. Fez um gol, antes dos 20 minutos do primeiro, com Ytalo, e depois trancou a casa.

Como manda sua cartilha, ao sair em vantagem, Bauza não abriu mão de primeiro se defender para depois atacar, quer dizer, contra-atacar. Deixou o Cruzeiro trocar passes e a girar a bola na sua intermediária e rebateu todas bolas pingadas na área de Denis.

Sem esforço, garantiu a vitória por 1 a 0 e os três pontos importantes para não se distanciar dos primeiros colocados. Esse enredo de Bauza pode fazer a diferença na reta final dos Brasileirão. De bicada em bicada, pede passagem.

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