Vilão André e Uendel levam o Corinthians ao céu

 

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Tite não vai se esquecer desse jogo com o Coritiba tão cedo, tamanha dificuldade para derrotar por 2 a 1 um adversário que briga para não ser rebaixado. Na sua cabeça, a virada, das mais dramáticas do seu rico currículo, pode representar uma mudança de patamar do time no Campeonato Brasileiro.

Teve de tudo. André, um herói dos mais improváveis, tirou a carapuça de vilão e deu enorme contribuição à vitória com o gol de empate. Como nos velhos tempos, o gol redentor de Uendel, outro gigante, também saiu apenas no último minuto quando o coração da torcida estava pulsando na boca.

Uma noite épica, regada a uma cascata intermitente de chuva forte, que serviu também para escancarar ainda algumas deficiências do time de Tite, além dos atributos da vitória.

O JOGO

De nada adiantou o Corinthians ter a posse de bola no primeiro tempo. Não criou mais que uma chance clara de gol e ainda pagou esse pecado com o gol de Negueba, aos 45, em um bom contra-ataque do Coritiba.

Quando se tenta encantoar o adversário é preciso ter segurança de que não vai levar uma bola nas costas. O time de Tite se viu obrigado a amassar a equipe paranaense, trocar passes rápidos e deixar a Guilherme a responsabilidade única na criação, com a chegada dos laterais Fagner e Uendel.

Fez tudo isso, e em vão. De técnico interino, o Pachequinho, com a queda de Gilson Kleina, o Coritiba não baixou a guarda. Suportou a pressão corintiana, não deu trela à força das arquibancadas do inimigo e fechou o primeiro tempo com a vitória parcial.

Na volta do intervalo, Tite trocou Marlone por Giovanni Augusto, recompondo o meio-campo titular. Ganhou em criatividade. E foi massacrar o time paranaense.

Por 20 minutos, sob chuva intensa, o Corinthians se instalou no campo do adversário. O Coritiba se apequenou e cada vez mais se concentrou nas imediações da sua grande área. Estratégia errada e um atrativo ao inimigo insistir no bombardeio.

Como o gol de empate não saía, Tite trocou o volante Cristian por Danilo e um pouco mais tarde sacou o zagueiro Pedro Henrique e mandou o contestado André aos leões. As mudanças deram certo.

André, em gol de gente atenta querendo se conciliar com a torcida, se esticou em cruzamento rasteiro e empatou o jogo. No último minuto dos acréscimos Uendel, que havia roubado uma bola de Kleber no meio, fez o gol da virada.

Tite abraçou seu auxiliar como se tivesse esmagando uma pedra com o peito tamanha vibração com a, até aqui, vitória mas dramática do Corinthians em seis rodadas do Brasileirão.

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