Muito longe do 7 a 1, Alemanha paga por falta de ousadia do ataque na Eurocopa

 

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Alemanha perdeu o gosto pelos gols. Parece que ficou sem apetite após o devastador Tsunami em cima do Brasil na Copa de 2014. Essa evidência se materializou na segunda rodada da Eurocopa-2016 contra a Polônia nesta quinta-feira (16/6) em Saint-Denis.

O empate por 0 a 0 diante dos poloneses é a perfeita tradução deste pouco caso pelos gols, ou melhor, da incapacidade de furar o forte bloqueio do inimigo.

Joachim Low usou Thomas Muller, Ozil, Gotze e Daxler na linha de frente, em boa parte do jogo. Tentou  ainda com Schurrle e o veterano Mario Gomez mais tarde. Nada feito. Nenhuma combinação ofensiva conseguiu demolir o muro da Polônia.

Ao final da partida, o zagueiro Boateng foi enfático. “Se não melhorarmos lá na frente, não vamos longe nesta Eurocopa”, sintetizou o defensor do Bayern de Munique, que teve trabalho para domar Lewandowski, o atacante mais agudo do time polonês.

Do outro lado, a Polônia se deu por satisfeita com o empate sem gols. Jogou pra se defender. Em nenhum momento arriscou algo de precioso para dar um pouco de prazer à sua imensa e festiva torcida no Saint-Denis, maioria entre os mais de 70 mil pagantes no estádio.

GOLPE NO CORAÇÃO

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Se os torcedores poloneses saíram um tanto frustrados com o empate sem gols contra a adversária histórica, em todos os sentidos, Alemanha, os galeses também levaram um duro golpe na derrota de virada por 2 a 1 para a eterna rival Inglaterra em Lens.

Dispostos a não ceder um milímetro de glória aos ingleses, os galeses foram coração e alma no campo e arquibancadas. Mais que vencer, era importante ao País de Gales não sair derrotado. A vitória seria como uma medalha de honra.

Eles saíram na frente, mais uma vez com o astro-mor Gareth Bale. Em cobrança de falta  de longa distância, Bale superou o goleiro Hart. Um gol de muita simbologia e poderia ter um significado ainda maior se Gales saísse vencedor.

A vitória estava bem ao alcance dos galeses. Dou outro lado, o adversário não tinha soluções. Como diz a imprensa inglesa, é um time jovem, de bons talentos, mas que joga um futebol velho e ultrapassado.

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Mesmo assim, conseguiu o empate com Vardy, que havia entrado no segundo tempo. E no último minuto, a vitória com um gol na marra de Sturridge, que também saiu do banco de reservas para resolver a questão inglesa.

O gol de Sturrridge soou como um duro golpe no coração dos galeses, muitos deles em lágrimas nas arquibancadas, até então esperançosos em deixar o estádio orgulhosos.

A derrota maltrata País de Gales e a vitória encobre o futebol sem propostas da Inglaterra.

 

NOTÍCIAS DA GUERRA
Nas contas da polícia francesa, já são 323 torcedores, diria hooligans, detidos desde as primeiras batalhas entre ingleses, russos e franceses registradas em Marselha na semana passada.

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Informa a agência Reuters que o chefe de uma associação russa de torcedores de futebol, Alexander Shprygin, está entre 20 torcedores russos que serão expulsos da França nos próximos dias. Os 20 fazem parte de um grupo de 43 torcedores detidos pela polícia na região de Marselha no início da semana.

Também nesta quinta-feira três torcedores russos foram presos por um ano, 18 meses e dois anos, segundo decisão de um tribunal de Marselha, por planejarem atos com a intenção de machucar pessoas e destruir propriedades.

Com a decisão, o total de pessoas que receberam penas de prisão por causa violência de torcidas em Marselha durante a Euro é até agora 12, disse o promotor Brice Robin à imprensa. Outros sete foram proibidos de entrar em estádios, e quatro ainda têm que ser julgados por roubo com violência, afirmou.

“Essa é uma mensagem forte para todos aqueles desordeiros que provocam confusões nos esportes com violência, e cujo comportamento é completamente inaceitável e resultou em dois torcedores ingleses seriamente feridos”, disse Robin.

A Rússia, com apenas um ponto no Grupo B, está muito próxima de não se classificar à segunda fase da Eurocopa. Forças de segurança da França torcem para que isso aconteça.

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