Corinthians vive síndrome do segundo tempo e encosta no Palmeiras

20160709181410126_5Corinthians derrota Chapecoense no mesmo patamar da vitória diante do Flamengo no último domingo. Irreconhecível no primeiro tempo, sem clareza de ideias e tímido, se transformou no segundo e aniquilou o time catarinense. Venceu por 2 a 0 e continua grudado nos calcanhares do Palmeiras no Brasileirão.

Difícil explicar a mudança de comportamento. Contra o Flamengo, por exemplo, o time se viu preso, sem ação, à disposição do adversário. Não levou gols por obra de Cássio. Escapou ileso nos 45 minutos iniciais.

Na partida com a Chapecoense, assistiu inerte as ações do inimigo. A diferença é que dessa vez não correu muitos riscos, tamanha a fragilidade ofensiva dos donos da casa. No segundo tempo, tudo mudou da água para o vinho.

A mudança começa com a insistência de Cristóvão Borges em fazer os laterais saírem mais ao ataque. Adiantou também Rodriguinho, muito preso no primeiro tempo. Tirou Marquinhos Gabriel da ponta-esquerda, obrigado a se movimentar mais.

Conseguiu o primeiro gol, aos 15, com Rodriguinho, e, em seguida, mandou Danilo a campo no lugar de Luciano. Danilo desocupou a área e veio girar o jogo combinando com Giovanni Augusto e Marquinhos.

Essa nova situação do Corinthians desorganizou ainda mais a marcação do time catarinense. As chances de gols se sucediam. Mas o segundo gol só nasceu nos acréscimos, com Marquinhos Gabriel.

Dessa forma, o Corinthians continua grudado no líder Palmeiras – joga terça-feira contra o Santos no Allianz Parque -, obrigando o ponteiro a não vacilar.

Ainda não é um tine equilibrado e consciente dos tempos de Tite. É uma versão nova de quem tem ambição de brigar pelo título. Se conseguir jogar bem os dois tempos, pode ir longe. Se fizer Pato jogar como no seu período de São Paulo, pode atormentar ainda mais os rivais. A batata quente está as mãos de Cristóvão.

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