Seleção estreia nos Jogos do Rio com a missão de resgatar futebol brasileiro

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Futebol brasileiro está muito perto de um renascimento, a partir deste 4 de agosto de 2016. No estádio batizado com o nome da lenda Mané Garrincha, em Brasília, a Seleção Olímpica entra em campo contra África do Sul, às 16h, com a enorme responsabilidade de dar início ao resgate da excelência do nosso futebol, hoje moribundo e entediante.

Não está em jogo a obsessão absurda e sem propósito de se conquistar a inédita medalha de ouro. Aliás, um troféu sem peso no meganegócio do futebol.

Está em jogo é a reconquista de nossas origens. Aquele prazer de ver a Seleção jogar, uma coisa fora de moda nos dias de hoje e sem poder de mobilizar até mesmo botequins da vida de olhos vidrados em um engordurado aparelho de televisão. Botequim, o último reduto do futebol popular, diante de preços abusivos de ingressos nas modernas arenas.

Quem pode devolver a esperança de um pouco felicidade com o futebol é esta Seleção Olímpica. Há ingredientes de sobra para se apostar nesse resgate. Passa por um treinador desconhecido e cheio de ideias, contempla garotos talentosos como Gabigol e Gabrile Jesus e desagua em Neymar.

Vamos começar por Rogério Micale. Quem? Trata-se de um técnico com boas ideias e forjado nas categorias de base de clubes brasileiros, o mais notório aí é o Atlético-MG,  de onde foi pescado pela CBF.

pro5-14Micale tem repetido que sua missão é fazer desse time de garotos, com pontos estelares, um exemplo de que se pode jogar um futebol alegre e competitivo. Seu repertório sugere que sim, é possível. Valoriza o ataque, não se afeiçoa à marcação obsessiva e, não raro, incentiva o caos com 11 em busca do gol. É um treinador diferente. Matusquela e arrojado, sem perder a razão. A conferir.

Entre os garotos, Micale tem a bênção de contar com Gabigol e Gabriel Jesus, candidatos a astros e nunca cometas. Deles dois a expectativa da volta dos bons tempos em que o gol  também se faz com arte e prazer.

E chegamos até Neymar, um amado maldito. Em déficit com a Seleção Brasileira, desde que arrebatou multidões após a Copa do Mundo de 2010 quando se incorporou à camisa amarela, o craque do Barcelona está no paredão.

Seu passado recente com a Seleção provoca dúvidas. Nos momentos cruciais do escrete, esteve ausente. Escapou de vexames dentro de campo, com o 7 a 1, o desastre nas duas últimas Copas América (2105 no Chile e Centenário em junho nos EUA) e estourou pipocas em alguns jogos das Eliminatórias do Mundial de 2018.

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Neymar se guardou para disputar essa Olimpíada. No amistoso contra o Japão, há menos de uma semana, marcou sua volta ao campo. Ele não jogava desde o fim de maio, quando se encerrou a temporada na Europa.

Neymar, parece, está com fome de bola. Será o sol de um time de moleques com certo atrevimento. Cabe a ele a condução dessa chama. Conquistar o ouro é o de menos. Está em jogo o renascimento do futebol brasileiro. E isso não é pouca coisa.


atenção: este blog vai acompanhar, com análises e informações, o torneio de futebol masculino na Olimpíada do Rio e fatos mais relevantes de outros esportes. 

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