Lionel Messi abraça Argentina

2302528h765

Argentina estava despedaçada nas Eliminatórias da Copa de 2018. Derrotada pelo Brasil, sem confiança, pagava por seus pecados quando teve de se socorrer a Patón Bauza, treinador de times medianos. Moscou parecida distante, longe do alcance. Havia apenas uma esperança, essa exclusiva dos argentinos. Apenas eles têm Lionel Messi. E isso diz tudo.

Diante da boa Colômbia, no acanhado estádio de San Juan, nada mais restava do que esperar por uma resposta do craque. Então, ele apareceu. Desde os minutos iniciais do jogo desta terça-feira (15/11) assumiu a responsabilidade de resolver a questão e tirar Argentina do atoleiro.

Não precisou de muito tempo. Aos 9 minutos, recebeu uma falta perto da grande área. Ao ajeitar a bola, disse a ela a qual endereço seria enviada. Uma postagem rápida. Autorizado pelo juiz, recuou dois passos e bateu. Ela seguiu seu destino, conforme Messi havia programado, até entrar no espaço impossível de ser fechado pelo goleiro Ospina: 1 x 0.

Argentinos em paz, embora ainda ansiosos. Única certeza era que o craque estava com apetite. Mais que isso, queria soprar as cinzas e salvar sua seleção. Moto continuo, enfileirava colombianos deslizando a bola com sua canhota. Em um desses slalom, meteu a bola na medida para Lucas Pratto marcar, de cabeça, o gol redentor: 2 a 0, aos 14.

Pronto, a vitória estava encaminhada, e com pouco tempo de jogo. Dali para frente era só não se descuidar lá trás, vigiar James Rodriguez e não dar trégua a Falcao Garcia. Roteiro cumprido à risca até o fim do primeiro tempo.

No segundo, os argentinos perderam impacto. Permitiram uma pressão da Colômbia e até correram alguns riscos. Mas tinham convicção de que não cederiam nem mesmo o empate. Até porque só eles têm Messi. E o craque resolveu escrever mais um capítulo do jogo. Aos 40, deu passe de calcanhar a Enzo Pérez, continuou no lance até arrancar na linha de fundo e rolar para Di Maria bater com raiva: 3 a 0.

Argentina se reconciliava com a vitória após quatro jogos sem vencer nas Eliminatórias de 2018. Da incômoda sexta posição, pulou ao quinto lugar e viu a distância até Moscou diminuir. Convenhamos, uma Copa sem Lionel Messi não é uma Copa do Mundo.

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