CBF não defendeu o Palmeiras no Comitê Disciplinar da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e o clube paulista sofreu uma punição mais pesada que o Peñarol nos incidentes da batalha campal em Montevidéu. A sentença determina que o Palmeiras não poderá contar com seus torcedores em três jogos como visitante (oitavas de final, quartas e semifinal) na Copa Libertadores e ainda deve pagar uma multa de US$ 80 mil. Dono do estádio e acusado de promover uma emboscada contra o time brasileiro, o Peñarol foi punido apenas com uma partida com portões fechados e multa de US$ 150 mil.

Quem tem um jogador da estirpe de Felipe Melo sabe que não vai navegar a vida inteira em águas calmas. É preciso acompanhar seus movimentos com o cuidado que se anda em uma loja de cristais. Um leve esbarrão pode provocar um enorme prejuízo. Depois, nem tem como recolher os cacos. Desde sempre ele tem sido assim.

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Vida de treinador do Palmeiras não é nada fácil. É dura. Se não tiver estofo e confiança, sai pulverizado. Neste início de temporada, Eduardo Baptista percebeu que muitas pedras vão aparecer no seu caminho. Às vezes, rochas difíceis de serem removidas. Em apenas dois jogos no comando do time, levou uma rajada de impropérios e cobranças de torcidas organizadas e nas redes sociais. Teria de responder rápido e convencer. E, de certa forma, mesmo sem assombrar, conseguiu colocar a cara para fora com a vitória por 2 a 0 contra o São Bernardo nesta quinta-feira e conquistar apoio de líderes importantes como Felipe Melo.

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Barrios, autor do gol no amistoso – foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

A uma semana da estreia no Campeonato Paulista, o Palmeiras deixa claro sua enorme dificuldade para fazer gols. No amistoso contra a Ponte Preta, último ensaio da pré-temporada, empatou por 1 a 1 no Allianz Parque com direito a desperdício de uma quantidade considerável de gols, em especial no primeiro tempo quando Eduardo Baptista usou a maioria de seus titulares. Não vai ser fácil encontrar uma solução. Ausência de Gabriel Jesus incomoda.

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Jogar no futebol brasileiro tem sido fácil aos repatriados nos últimos anos. É só ter um pouquinho de vontade. Veja o caso de Diego Ribas no Flamengo. Em pouco menos de cinco meses no clube carioca, virou referência. Pediram sua volta à Seleção Brasileira. Diego estava há mais de dez anos na Europa. Robinho, entre idas e vindas, também se destacou no cenário nacional em defesa do Atlético-MG, um dos melhores do Brasileirão 2016. E o que dizer de Zé Roberto, 42 anos, peça fundamental no Palmeiras campeão…

4bb9228521b7706f8af0ab6511487c18Palmeiras e Flamengo entram em 2017 da mesma forma como fecharam 2016. O clube paulista leva vantagem diante do carioca, assim como aconteceu no Brasileirão do ano passado. Seja na contratação de reforços, seja nos acordos de patrocínio. Confronto saudável e um bem ao futebol brasileiro neste início de temporada.

Palmeiras vai mudar seu perfil na próxima temporada. Aquele time campeão brasileiro, moldado a trocar passes e fazer do ataque uma avalanche, deve ser mais conservador. Vai perder leveza. A mudança é em função da Copa Libertadores, principal meta do clube em 2017. Contratações do porte de Felipe Melo, Guerra e, provavelmente, do lateral Willian (Internacional de Porto Alegre) e o atacante Borja atendem às exigências de um time mais cascudo, rodado. Falta nesse pacote, um extra-série do porte de Gabriel Jesus.