De Felipe Melo a Diego, está fácil jogar no futebol brasileiro

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Jogar no futebol brasileiro tem sido fácil aos repatriados nos últimos anos. É só ter um pouquinho de vontade. Veja o caso de Diego Ribas no Flamengo. Em pouco menos de cinco meses no clube carioca, virou referência. Pediram sua volta à Seleção Brasileira. Diego estava há mais de dez anos na Europa. Robinho, entre idas e vindas, também se destacou no cenário nacional em defesa do Atlético-MG, um dos melhores do Brasileirão 2016. E o que dizer de Zé Roberto, 42 anos, peça fundamental no Palmeiras campeão…

Por aqui, é preciso ter uma boa condição física para suportar a correria desenfreada. E pronto. Quem tem um pingo de talento e vem de fora do País se sobressai com extrema facilidade.

Essa é a expectativa, por exemplo, da torcida do Palmeiras em cima de Felipe Melo. Aliás, a contratação mais comentada no futebol brasileiro neste mercado de transferências em janeiro de 2017. Havia uma corrida pelo volante entre os clubes da Série A.

Felipe Melo, irascível e colecionador de polêmicas, chega com status de craque por ter prestado bons serviços lá fora. Quando atuava no Brasil, cumpriu bem seu papel no Cruzeiro e Flamengo. Jogava em bom nível na Seleção em 2010 até cometer aquele lance ridículo conta a Holanda na Copa da África do Sul. Enterrou ali sua passagem pelo escrete.

Na Europa, não emplacou carreira em grandes clubes. No Palmeiras tem tudo para liderar o time na campanha da Copa Libertadores e se destacar. Basta querer e colocar a cabeça no lugar.

Felipe Melo pode sim repetir o sucesso de Robinho, Diego, Zé Roberto, Ricardo Oliveira, Nenê (Vasco), Renato (Santos), Fred (Atlético-MG), Grafite…

Esses veteranos e outros com média de idade beirando os 30 anos conseguem se destacar porque tiram proveito da falta de qualidade da maioria dos jogadores dos nossos clubes. Por experiência e com boa leitura de jogo, têm desempenho muito bom, acima de média.

Situação diferente dos nossos jovens quando são exportados ao futebol europeu. Veja o caso de Gabigol. No Santos, fazia misérias. Um colecionador de gols e belos jogos. Há seis meses na Inter de Milão, não consegue emplacar duas partidas seguidas.

Paulo Henrique Ganso, meia clássico com perfil de Seleção, também há seis meses no Sevilla não joga o futebol que dele se espera.

Futebol no Brasil precisa de ser repaginado e os treinadores obrigados a garimpar mais e não se fartar de jogadores medianos aos montes. É preciso pensar mais na qualidade do que na quantidade. A torcida agradece.

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