Ação da Polícia Militar neste início de tarde nos arredores do Allianz Parque não é uma surpresa a este Blog do Prósperi. Em junho, a informação estava em um post deste blog, quando o promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de SP, ameaçava uma intervenção nas ruas que circundam o estádio do Palmeiras. Passados quatro meses, Castilho cumpriu com o que havia declarado em um simpósio sobre violência no futebol paulista, em junho. A rua está bloqueada neste domingo (23/10) e só entra quem tem ingressos. Nas redes sociais, torcedores do Palmeiras mostram sua indignação e repulsa à decisão das forcas de segurança do governo Geraldo Alkimin e MP de SP.
Palmeiras Clube
Palmeiras tem estrada livre em busca do título do Brasileirão ao ser eliminado na Copa do Brasil diante do Grêmio. Muito se vai falar da expulsão de Allione, aos 25 minutos do segundo tempo, como a causa da queda. Até o argentino levar o vermelho, time de Cuca vencia por 1 a 0 e estava classificado. Quando ficou com um a menos, cedeu o empate (1 a 1) aos gaúchos e se despediu do torneio. Allione é mesmo o único culpado? Parece que não. Cuca usou um punhado de reservas, mesmo com a necessidade de reverter a derrota (2 a 1), uma sinalização de que a prioridade é o Campeonato Brasileiro.
Palmeiras e Flamengo são alvos de ações no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD, a sete rodadas do fim do Brasileirão. Líder e vice-líder correm risco de ver anuladas as vitórias contra Figueirense e Fluminense, que pedem novas partidas com argumento de que foram prejudicados por decisões equivocadas da arbitragem. Campeonato Brasileiro, um dos mais acirrados da década, quem diria, vai parar mais uma vez no Tapetão. Dona dos direitos de transmissão da competição, a TV Globo poderia ter atuado para amenizar a crise.
Análise da 32.ª rodada em cinco temas não pode fugir da polêmica da arbitragem. Críticas de todos os lados e o que mais se ouviu neste domingo foi “juiz ladrão”
Palmeiras teve a rodada perfeita. Venceu o Figueirense e viu seus concorrentes caírem um a um com as derrotas do vice-líder Flamengo, do terceiro colocado Atlético-MG e o empate do Santos, o quarto na tabela. Time de Cuca abre assim quatro pontos em cima do Fla, oito do Galo e nove da equipe de Dorival Júnior. Seria belo aos palmeirenses não fosse a indignação total contra a arbitragem na maioria dos jogos deste domingo. Grito geral de “juiz ladrão” e “vergonha. Acompanhe:

Palmeiras estava pressionado ao abrir a rodada deste domingo. Distante apenas um ponto do vice-líder Flamengo, ainda no epicentro do furacão da polêmica da arbitragem, a ponto de o presidente Paulo Nobre afirmar que “ninguém vai ganhar o Brasileirão na mão grande”, o time de Cuca venceu o Figueirense por 2 a 1 fora de casa, abriu quatro pontos do time carioca, que perdeu do Inter, e fica muito perto da taça de campeão.

TV Globo, CBF e clubes têm uma chance de amenizar a crise da arbitragem no Brasileirão 2016. Basta convocar uma reunião de emergência e, por meio de um decreto assinado por todas as partes, vetar a exibição de tira-teima ou replay de um lance polêmico durante os jogos antes de o árbitro tomar a sua decisão. Dessa forma a tal “interferência externa”, tão explícita na confusão do último Fla-Flu, seria evitada. Sem acesso à imagem do gol impedido de Henrique a favor do Fluminense, ninguém teria como influenciar o árbitro Sandro Meira Ricci e seus bandeirinhas na hora de validar ou não o gol. E, por tabela, evitaria a “troca de tiros” entre cartolas de Palmeiras e Flamengo.
Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, disse no final da tarde desta sexta-feira (14/10) que “ninguém vai levar o Campeonato Brasileiro na mão grande” e afirmou que o Flamengo pressiona a arbitragem, CBF e Comissão de Arbitragem para ser beneficiado nos jogos. Nobre falou ainda que a “pressão do Flamengo é absurda” e citou a confusão no clássico carioca quando o juiz Sandro Meira Ricci levou 13 minutos para não validar o gol de Henrique do Fluminense.

Zé Roberto, aos 42 anos, garantiu o empate sem gols com o Cruzeiro em Araraquara. Não fosse o velho lateral se jogar de barriga na bola tocada por Robinho e o Palmeiras sairia derrotado da Fonte Luminosa. Não perdeu, somou um ponto e deixou uma ponta de desconfiança na corrida pelo título a oito rodadas do fim do Brasileirão. Não é mais absoluto.

Palmeiras não desengata a marcha nem desacelera na estrada que o conduz até o título do Brasileiro. Sem brilho, com excesso de segurança e cauteloso ao extremo, se impôs contra o virtualmente rebaixado América-MG. Venceu por 2 a 0 em Londrina, mas pode dizer Allianz Parque, com maioria absoluta de palmeirenses no Estádio do Café. Nas contas de Cuca faltam pelo menos cinco vitórias, em nove rodadas, para levantar a taça. Matemática sempre de olho no Flamengo, o vice-líder irredutível na corrida para ser campeão.
Presidentes de Palmeiras e Corinthians concederam entrevistas coletivas neste início de noite de terça-feira (04/11). Paulo Nobre, sereno, discorreu sobre a vitória do clube na corte arbitral contra a WTorre na venda de cadeiras do Allianz Parque, da paz política no Palestra e do bom futebol do time de Cuca. Roberto Andrade, um pouco tenso, falou dos problemas financeiros, baixo rendimento do time de Carille e da turbulência política interna. Nobre parecia no céu e Andrade fugindo do purgatório.







