Brasileirão 2016 da ‘mão grande’ e vergonha

Análise da 32.ª rodada em cinco temas não pode fugir da polêmica da arbitragem. Críticas de todos os lados e o que mais se ouviu neste domingo foi “juiz ladrão”

Palmeiras teve a rodada perfeita. Venceu o Figueirense e viu seus concorrentes caírem um a um com as derrotas do vice-líder Flamengo, do terceiro colocado Atlético-MG e o empate do Santos, o quarto na tabela. Time de Cuca abre assim quatro pontos em cima do Fla, oito do Galo e nove da equipe de Dorival Júnior. Seria belo aos palmeirenses não fosse a indignação total contra a arbitragem na maioria dos jogos deste domingo. Grito geral de “juiz ladrão” e “vergonha. Acompanhe:

1. A incrível ironia da vitória do Palmeiras após seu presidente bater forte dizendo que “ninguém vai levar o Brasileirão na mão grande”.

Nobre se referia à polêmica no Fla-Flu do meio de semana e da pressão, segundo o dirigente, do Flamengo nos bastidores da arbitragem. Pois bem, dois dias depois da artilharia, o seu Palmeiras derrota o Figueirense por 2 a 1 e sofre acusação de ter sido beneficiado com dois erros do árbitro Igor Benevenuto. Presidente do Flamengo chiou uma barbaridade e mais ainda Branco (foto abaixo), ex-lateral da Seleção e hoje assessor da presidência do Figueirense.

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“Fui reclamar com ele (juiz). Ele foi muito mal no jogo. Entrou na pressão do Palmeiras, não existe pênalti assim. E o pênalti  (de Egídio) no Rafael que ele não deu? Estamos lutando muito e ele vem na mão grande e ajuda o Palmeiras a sair com três pontos. Aí querem moralizar o futebol. O Marco Polo (Del Nero, presidente da CBF) vai dar uma premiação ao melhor árbitro, brincadeira né, eles não merecem nada” disse Branco.

Palmeiras abre quanto pontos na liderança e Flamengo reclama

2. Presidente do Atlético-MG não engole atuação do árbitro na derrota para o Botafogo

Mais um dirigente contesta arbitragem na 32.ª rodada. Daniel Nepomuceno, presidente do Atlético-MG, bateu pesado na CBF ao reclamar da atuação do árbitro Wagner Reway na derrota do Galo para o Botafogo. “Semana caótica da arbitragem brasileira! Não adianta mudar o comando pra vermos essa vergonha que vimos hoje, CBF”, escreveu o cartola no Twitter. Sua revolta começa no primeiro gol do Botafogo quando Bruno Silva teria ajeitado a bola com a mão antes de chutar e vencer o goleiro Victor. Com a derrota, o time de Minas se afasta da briga pelo título, a oito pontos do líder Palmeiras. Nepomuceno promete ir na CBF ainda nesta segunda-feira para protestar e exigir providências.

TV Globo, se quiser, pode amenizar crise da arbitragem no Brasileirão

3. Fantasma da “interferência externa” aparece no jogo Sport 1 x o Vitória

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Nova confusão sobre uma provável ajuda externa ao árbitro se deu no Recife. O juiz André Luis Castro teria recebido uma ajudazinha de personagem fora do jogo no lance que aconteceu aos 13 minutos do segundo tempo: em uma jogada que Kieza chutou e o goleiro Magrão fez uma grande defesa, o árbitro deu escanteio. Indignados, jogadores do Vitória foram para cima do juiz pedindo pênalti de Matheus Ferraz em Cádernas. Passado um minuto da reclamação, André Luis Castro voltou atrás e marcou o pênalti. Confusão geral. Para sorte do apitador, Magrão defendeu a penalidade. O Sport venceu e saiu da zona de rebaixamento.

4. Sem interferência do juiz, mas com insatisfação da torcida, Santos empata com Grêmio

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Na Vila Belmiro com pouca gente, o Santos sofreu para arrancar um empate por 1 a 1 contra os reservas do Grêmio. Saiu atrás, com o gol de Everton, e lutou muito até o zagueiro argentino Noguera, de cabeça, marcar. No segundo tempo, pressionou por 20 minutos e depois viu o time gaúcho sufocar e quase vencer a partida não fosse um gol feito desperdiçado por Everton. Detalhe: Renato Gaúcho escalou um time de garotos e mais reservas para poupar os titulares que, nesta quarta-feira, decidem com Palmeiras vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Quanto ao Santos, ficou o gosto amargo de não roubar o terceiro lugar do Atlético-MG e ainda ver o líder abrir nove pontos de vantagem. O time de Dorival Júnior tem 7 pontos a mais que o Corinthians, o primeiro fora do G-6.

Corinthians vai bem na estreia de Oswaldo de Oliveira, apesar da briga política.

5. São Paulo entra em campo com seus demônios e a um ponto da zona de rebaixamento

Derrotas de Figueirense e Vitória neste domingo ajudaram o São Paulo, que tem 36 pontos e está a um passo de entrar na zona de degola. O Vitória, 17.º colocado, tem 35 pontos. Se o Tricolor for derrotado nesta segunda-feira para o Fluminense, no Rio, vai suar frio durante a semana até a próxima rodada quando recebe a Ponte Preta, 10.ª colocada com 45 pontos e na briga por vaga no G-6 que pode levar o time de Campinas à Libertadores. A crise no São Paulo é latente. Não será surpresa se Ricardo Gomes cair no caso de o Fluminense vencer.

São Paulo vai sofrer até o fim do Campeonato Brasileiro

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