Palmeiras abre quatro pontos na liderança e Flamengo reclama de suposto favorecimento da arbitragem ao time paulista

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Palmeiras estava pressionado ao abrir a rodada deste domingo. Distante apenas um ponto do vice-líder Flamengo, ainda no epicentro do furacão da polêmica da arbitragem, a ponto de o presidente Paulo Nobre afirmar que “ninguém vai ganhar o Brasileirão na mão grande”, o time de Cuca venceu o Figueirense por 2 a 1 fora de casa, abriu quatro pontos do time carioca, que perdeu do Inter, e fica muito perto da taça de campeão.

A vitória do Palmeiras provocou revolta no presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, logo após a derrota no Beira-Rio. Cartola carioca reclamou que o time paulista foi beneficiado em lances de dois pênaltis – em Gabriel Jesus, que deu origem ao primeiro gol do líder, e de um não marcado de Egídio em Rafael Silva a favor do Figueirense.

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Veja o que disse o presidente do Flamengo disse sobre a vitória do Palmeiras:

“Claro que não foi pênalti para o Palmeiras. Se isso é pênalti, o Guerrero sofre uma meia dúzia por jogo. São os erros de arbitragem desde o início de campeonato. Quando nossos adversários se sentem no direito de tomar uma vitória legítima, as pessoas vão pra imprensa, convocam coletiva, falam em ‘pouca vergonha’, ‘manchar a imagem do campeonato’. E parece que houve outro pênalti a favor do Figueirense que não foi marcado. Mas, fazer o que, né. Tem sido assim desde o começo do campeonato e ainda temos que ouvir outras pessoas falarem de ‘pouca vergonha'”, disse Bandeira de Mello.

ANÁLISE DO JOGO

Jean do Palmeiras comemora gol de penalti

Palmeiras teve um comportamento um pouco passivo no primeiro tempo. Encontrou o dono da casa muito precavido, preocupado em se defender e contra-atacar como se fosse o visitante. Diante dessa proposta do Figueirense, agrediu sem intensidade. Procurou soluções no corpo a corpo, sempre no meio e não nos cantos do campo. Evidente que não encontraria um meio de furar o bloqueio.

Na única jogada de linha de fundo, com Fabiano cruzando rasteiro, Gabriel Jesus desviou fraco e Ayrton salvou o gol. De resto, um jogo truncado, de múltiplas faltas e pouco futebol.

Faltou ao Palmeiras criatividade, imaginação. Moisés, de arquiteto, não funcionou. Tchê Tchê e Jean, liberados para chegar ao ataque, também esbarraram na falta de destreza. Laterais Egídio e Fabiano não desceram. E Gabriel Jesus, o diferente de todos, ficou encaixotado entre os zagueiros.

Cuca deveria procurar outra saída no segundo tempo, embora continuasse firme na sua proposta de deslocar Jean para segundo volante, liberado para aparecer no ataque, e Fabiano na lateral-direita.

Treinador palmeirense voltou do intervalo com um recado claro: os laterais deveriam descer e o time usar a linha de fundo, sob pena de sacrificar alguém e lançar um atacante.

Não deu tempo. Aos 12 minutos aconteceu o lance que mudou a história do jogo e já provocava revolta e indignação no Flamengo e os que não querem ver o Palmeiras campeão. Foi assim: de uma bola alçada na área, Gabriel Jesus subiu para cabecear e foi golpeado pelo zagueiro Bruno Alves. O árbitro deu pênalti. Jean bateu e converteu.

Esse pênalti, de imediato, virou motivo de muita reclamação por ter favorecido ao time de Cuca. Na sexta-feira, o presidente Paulo Nobre havia dito com todas as letras que “ninguém vai levar o Campeonato Brasileiro na mão grande”.

Quinze minutos depois do gol de Jean, Egídio derrubou Rafael Silva. Pênalti não marcado. E mais um motivo para o Flamengo berrar e se indignar.

Sem deixar o pavor tomar conta da mente, após uma paralisação de 5 minutos pata acender os holofotes do Orlando Scarpelli, o Palmeiras chegou ao segundo gol. Em contra-ataque com Gabriel Jesus, a bola sobrou limpa para Jean marcar, aos 32. Funcionava a armadilha de Cuca.

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Naquela altura o Inter e Flamengo empatavam por 1 a 1. Cabia ao líder segurar a bola, controlar o jogo e gastar o tempo. Seria natural, mas Rafael Silva descontou para o Figueirense, aos 35. Tensão na casa verde.

Adelina baixou um pouco quando os jogadores foram informados do gol da virada do Inter, com Vitinho, contra o vice-líder. O Palmeiras abria quatro pontos em cima do Flamengo.

Cuca tratou de passar todas as trancas na porta. Mandou Thiago Santos e depois Fabrício ao  jogo. Ordem era espanar tudo e segurar a bola no ataque. Deu certo.

Palmeiras, mesmo com pênaltis contestados, sobrevivia à pressão da última rodada quando o Flamengo havia diminuído a diferença entre eles a apenas um ponto. Com nervos no enfileirados , jogou como manda cartilha de campeão e se deu bem. Falta pouco.

FICHA DO JOGO

Figueirense 1 x 2 Palmeiras

Gols: Jean, aos 12 e 32; e Rafael Silva, aos 35 minutos do segundo tempo.

Figueirense: Gatito Fernandez, Ayrton, Bruno Alves, Werley e Marquinhos Pedroso; Jack   son Caucaia (Lins), Josa e Ferrugem; Dodô (Bady), Rafael Moura e Everton Santos (Rafael Silva). Técnico: Marquinhos Santos

Palmeiras: Jailson, Fabiano, Mina, Vitor Hugo e Egídio; Jean, Tchê Tchê (Fabrício) e Moisés; Roger Guedes (Allione), Gabriel Jesus e Dudu (Thiago Santos). Técnico: Cuca

Juiz:Igor Benevenuto
Cartões amarelos: Dudu, Jackson Caucaia, Gabriel Jesus, Rafael Moura, Dodô, Dinei, Vitor Hugo
Renda: R$ 399.115,00
Público: 16.467 pagantes
Local: Orlando Scarpelli

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