Palmeiras reassume liderança e descobre goleiro Jaílson

728x409

Palmeiras reassume a ponta do Campeonato Brasileiro ao derrotar o Vitória por 2 a 1 no Allianz Parque. Mais que devolver o time ao primeiro posto, o jogo apresentou Jaílson, novo sucessor de Fernando Prass. Esquecido como terceiro goleiro, após quase um ano sem jogar por causa de uma grave lesão, Jaílson fez pelo menos três defesas de impacto, uma delas evitando o empate nos minutos finais, e saiu condecorado por seus companheiros e torcida. Inevitáveis as lágrimas derramadas.

A jornada de Jaílson pode ser um novo marco nessa retomada do Palmeiras à liderança. Nas últimas três partidas – derrotas para Atlético-MG e Botafogo e empate com a Chapecoense -, Cuca havia apostado em Vagner. Inseguro, com uma falha atrás da outra, o goleiro se mostrou incapaz de substituir Prass, que passou por cirurgia no cotovelo direito.

622_b19712f7-d62d-38a0-bb16-237abc262000

Prass, além da boa performance no campo, é o líder deste time. Seu sucessor não pode se limitar a praticar boas defesas. Tem de se impor. Jaílson 35 anos, 1,86m, parece, tem esse espírito. Em momentos críticos contra o Vitória, mostrou autoridade ao cobrar seus companheiros. A continuar com essa vontade, tem tudo para se legitimar como sucessor de Fernando Prass.

ANÁLISE DO JOGO

Palmeiras levou apenas um susto no primeiro tempo, em chute de Kieza defendido por Jaílson com os pés. De resto, esteve absoluto. Tirou proveito da atitude covarde do Vitória, chegou fácil com serviços prestados por Moisés, Cleiton Xavier e Dudu aos atacantes Erik e Leandro Pereira. E só não fez gols por falta de pontaria dos avantes.

Esteve tão superior a ponto de desperdiçar um pênalti com Jean, que Cleiton Xavier havia sofrido. Diminuiu esse prejuízo com o gol de Barrios, aos 36 – o atacante entrou no lugar de Leandro Pereira, machucado.

No segundo tempo, ampliou com Xavier em jogada de Dudu, aos 5. Pouco depois perdeu Barrios, machucado. Rafael Marques entrou no seu lugar. Erik ainda sofreu um pênalti de Kanu, ignorado pelo árbitro.

Com 2 a 0, estava com o jogo encaminhado. Aí Cuca resolveu a dar um descanso a Cleiton Xavier. Allione entrou e o time baixou a guarda, andou disperso. Deu margem à reação ao Vitória, que trocou aquela atitude medrosa por uma mais agressiva. Conseguiu um gol – contra de Thiago Martins – e, quando criou coragem em busca do empate, parou em Jaílson.

A última grande defesa do jogo foi dele. Ao espalmar de mão trocada uma bomba desferida por Euller, Jaílson caiu estatelado com a cara na grama. Ficou ali alguns segundos saboreando, de olhos fechados, seu nome gritado pela multidão. É o seu recomeço no Palmeiras e, provavelmente, do time na corrida pela taça.

“Fizemos a nossa parte, em uma partida que é complicada de se jogar. Você busca a autoconfiança novamente. Nosso time é jovem, não vai ver grandes lideranças dentro do elenco. O Fernando (Prass) saiu, tem o Zé Roberto. O que eu fiz hoje? Busquei mais uma liderança, o Dudu (de capitão). Eu preciso. Foi um jogo bem jogado, voltou a ser o velho Palmeiras do começo do campeonato, com posse de bola grande, criação de jogadas”, disse Cuca.

FICHA DO JOGO

Palmeiras 2 x 1 Vitória

Gols: Barrios, aos 36 minutos do primeiro tempo; Cleiton Xavier, aos 5; e Thiago Martins (contra), aos 30 minutos do segundo tempo.

Palmeiras: Jaílson, Jean, Thiago Martins, Vitor Hugo e Zé Roberto; Tchê Tchê, Moisés e Cleiton Xavier (Allione); Erik, Leandro Pereira (Barrios/Rafael Marques) e Dudu. Técnico: Cuca

Vitória: Fernando Miguel, Diego Renan, Kanu, Victor Ramos e Euller; Willian Farias, Welison (Serginho), Flavio (Wander) e Cadernas (Deivid); Marinho e Kieza. Técnico: Vagner Mancini

Juiz: Braulio Machado
Cartões amarelos: Kanu, Euller, Victor Ramos, Marinho, Tchê Tchê, Zé Roberto
Renda: R$ 1.975.055,20
Público: 30.330 pagantes
Local: Allianz Parque

 

Anúncios