Palmeiras é diferente com Gabriel Jesus, azar do Fluminense

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Palmeiras completo e com Gabriel Jesus aceso fica muito perto de ser campeão. Seu jogo ganha em intensidade e o ataque lembra um rolo compressor. Há uma enorme disposição física e técnica para não deixar o adversário jogar e, ao mesmo, tempo assumir o controle da partida com autoridade. Dentro desse enredo, não deu a mínima chance de o Fluminense encontrar uma resposta para sair da encrenca em que se meteu no estádio Mané Garrincha. O Palmeiras venceu por 2 a 0 sem contestação.

Gabriel Jesus, mesmo vendido ao Manchester City, não é apenas uma fonte de inspiração ao time. Seu estilo de jogo e entrega obrigam  seus companheiros a pensar diferente. Eles sabem que há um caminho a seguir quando têm a posse de bola e na hora de dar o bote com a marcação por pressão. Jesus, por sua vitalidade e talento, é a locomotiva a puxar todo mundo para engolir o adversário.

No período em que o garoto esteve a serviço da Seleção Olímpica, o time de Cuca perdeu a referência, ficou sem luz. Por isso mais sofreu do que se impôs nos jogos. Jesus voltou neste domingo. Azar do Fluminense. Não fez nenhum gol, mas fez girar todo mundo na sua órbita.

O Palmeiras não deixou o time do Rio respirar no primeiro tempo. Com marcação intensa, abuso de faltas e pressão na saída de bola, estrangulou o time carioca. Fez dois gols, em lances de cruzamentos aproveitados por Dudu, aos 18, e Jean, aos 25, e poderia ter feito pelo menos mais dois.

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Desde o início da partida o time de Cuca, sempre capitaneado por Gabriel Jesus, atacou o Flu com agressividade. Começava com o volante Gabriel limitando as ações de Scarpa, Moisés em Cícero, Erik e Dudu bloqueando os laterais e Gabriel Jesus a perturbar vida dos zagueiros Gun e Henrique. Tchê Tchê, com mais liberdade, auxiliava na marcação e descia com a bola dominada. Tudo isso com uma intensidade fora do comum.

Sem saída, o time carioca esticou bolas para correria de Marcos Júnior. Sem sucesso. Procurou também o corpo a corpo na hora de marcar e tudo o que conseguiu foi um acúmulo de faltas, a maioria penalizada com cartão amarelo. Por isso Jaílson quase não foi notado nos 45 minutos iniciais. Fez apenas uma bela defesa em lance com Wellington.

No segundo tempo, Levir Culpi voltou com duas trocas na tentativa de criar mais e sair com qualidade em busca do gol. O Palmeiras não mudou o tom. Forçou o erro do Flu e, nos momentos em que se viu pressionado, contra-atacou forte. Poderia ter ampliado a vantagem até se acomodar com o resultado por volta dos 30 minutos.

A vitória reforça a tese de que o Palmeiras com seu time completo é páreo duro de ser batido e assusta a concorrência na corrida pela taça.

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FICHA DO JOGO

Fluminense o x 2 Palmeiras

Gols: Dudu, aos 18; e Jean, aos 25 minutos do primeiro tempo

Palmeiras: Jaílson, Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel (Arouca), Tchê Tchê e Moisés (Cleiton Xavier); Erik (Roger Guedes), Gabriel Jesus e Dudu. Técnico: Cuca

Fluminense: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Gun, Henrique e William Matheus ; Cícero, Douglas (Aquino) e Gustavo Scarpa (Daninho); Marcos Júnior, Henrique Dourado (Marquinho) e  Wellington. Técnico: Levir Culpi.

Juiz: Ricardo Marques
Cartões amarelos: Gabriel Jesus, Mina, Douglas, Wellington, Vitor Hugo, Cícero, Dudu e Marcos Júnior, Aquino. Arouca, Gun, Danilinho
Renda: R$ 630.135,00
Público: 12.037 pagantes
Local: Mané Garrincha

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