Futebol brasileiro perde prestígio na eleição dos melhores do mundo da Fifa

223_2f08e5ff61fe2012_1024boxFutebol brasileiro perde prestígio na eleição dos melhores do mundo com chancela da Fifa. Desde 2007, quando Kaká levou a Bola de Ouro, nenhum jogador do País desbancou a dupla Cristiano Ronaldo e Messi. Neymar chegou perto em 2015. Acabou na terceira colocação. Minguaram as estrelas. Outro dado interessante se nota na escolha dos 11 jogadores da seleção ideal da temporada. Antes povoada de jogadores do Brasil, hoje emplaca apenas os laterais Daniel Alves e Marcelo.

A decadência é evidente. Não há no horizonte um craque do país pentacampeão do mundo a chamar atenção. Neymar, expoente maior, por enquanto continua coadjuvante de Lionel Messi no Barcelona e, por tabela, longe do prêmio da Fifa.

Tamanho deserto de estrelas tem ligação com a produção e exportação de jogadores. Continuamos transbordando o mercado europeu e asiático de atletas a cada temporada. Vão aos montes, cerca de 1.500 por ano. Muita quantidade e baixíssima qualidade.

Quando o Brasil vendeu Robinho ao Real Madrid, no início dos anos 2000, se esperava que em duas temporadas ele seria eleito o melhor do mundo. Naquele momento tínhamos a explosão de Ronaldinho Gaúcho e o aparecimento de Kaká, sem falar em Adriano na plenitude de sua carreira. Um a um foram tombando. Depois de Kaká a terra ficou ainda mais árida. E Robinho não vingou.

Esperamos quase dez anos, até Neymar ser negociado com o Barcelona. A luz foi acesa. Teríamos em breve um melhor do mundo. O então garoto forjado no Santos desembarcou na Catalunha e a primeira coisa que disse foi “ajudar Messi a brilhar ainda mais”. De cara dispensou a obsessão de ser o craque da Fifa. Há quatro temporadas na Europa, Neymar ainda não é uma unanimidade.

Como consolo, a seleção ideal montada pela mesma Fifa, com votos de um colégio eleitoral com mais de 20 mil jogadores de todo o mundo, era repleta de brasileiros. Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva, David Luiz, Neymar eram figurinhas carimbadas. Na cerimônia dessa segunda-feira, em Zurique, apenas Daniel Alves e Marcelo levantaram o troféu.

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É a sexta vez que Daniel Alves é escolhido melhor lateral-direito e Marcelo, a terceira vez seguida na lateral-esquerda. Coincidência ou não, os dois conquistaram essa galhardia por serviços prestados ao Barcelona e Real Madrid. Daniel passou oito anos no Barça e está na Juventus apenas há seis meses. Marcelo tem dez anos de casa no Real.

Como os dois clubes espanhóis dominam os pleitos da Fifa, é até natural a presença de Daniel e Marcelo na seleção ideal. Talento eles têm de sobra, mérito também.

Quando encerrarem suas carreiras, dificilmente teremos outros jogadores entre os 11 melhores do mundo.

Nos últimos anos, o Brasil não mandou nenhuma estrela brilhante a ocupar o firmamento europeu. Philippe Coutinho… Willian… Oscar… zagueiro Marquinhos… Fernandinho… Bons de bola, mas de baixo quilate.

Expectativa paira sobre Gabriel Jesus, 19 anos, pronto a debutar na Europa com as cores do Manchester City. Titular da Seleção Brasileira, tem como semear a terra. Só não pode assumir a condição de coadjuvante como fez Neymar ao vestir a camisa do Barcelona.

Tem mais um detalhe. Nem mesmo emplacar o gol mais bonito da temporada, o Gol Púskas, o futebol brasileiro emplaca. Já recebemos esse prêmio com uma obra prima de Neymar e, em 2015, Wendel Lira levou o troféu. Concorremos com Marlone nesta segunda-feira (09/1) em Zurique. Mas o jogador do Corinthians foi derrotado por um gol de um malaio.

E que não se perca pela memória. Wendel Lira desistiu do futebol e hoje é jogador de video-game.

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