São Paulo perde jogadores, enfraquece time e abate despesas com Maicon e Cueva

Clube corre atrás de reforços com a saída dos atacantes Alan Kardec e Calleri. Atlético Nacional de Medellín é suspeito de corrupção na Conmebol
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Alan Kardec deixa o São Paulo e vai jogar no Chongqing Lifan, da China. Dono de 70% dos direitos econômicos do atacante, o clube paulista fatura R$ 17,9 milhões. Paulo Henrique Ganso também vai proporcionar R$ 17,9 milhões ao Tricolor com a transferência ao Sevilla. As duas transações devem render R$ 35,8 milhões.

Antes de fechar essas negociações de Kardec e Ganso, o São Paulo havia investido R$ 22 milhões na contratação de Maicon e mais R$ 7 milhões no peruano Cueva. Uma despesa de R$ 29 milhões. E pode gastar os tufos com Diego Tardelli, de saída do futebol chinês.

Sem levar em conta o dinheiro, a saída de Ganso, Kardec, Calleri e, muito provavelmente, de Rodrigo Caio enfraquece o time de Eduardo Bauza. O treinador perde quatro jogadores de peso. E os reforços anunciados até aqui não sugerem uma boa contrapartida.

Gilberto estava no futebol dos Estados Unidos. Vem para ocupar a vaga de Calleri. Cueva será o substituto de Ganso, apesar de não ser um meia clássico, de armar as jogadas. Sem Kardec, o clube deve investir em outro atacante e dar mais chance ao garoto Luiz Araújo.

Sem Rodrigo Caio, Lyanco deve ser mais aproveitado ao lado de Maicon – Lugano, reserva, perde espaço com as pixotadas no jogo com o Atlético Nacional. Breno, afastado por lesão, é conversa para mais tarde.

15072016tapatribuna-300x443Enquanto corre atrás de reforços, São Paulo não esconde a revolta com a derrota ao Atlético Nacional de Medellín nas semifinais da Copa Libertadores. Nos bastidores do futebol sul-americano se especula de uma possível corrupção na Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) a favor do clube colombiano. Veja a capa (ao lado) do jornal Tribuna, de Montevidéu, nesta sexta-feira (15/7).

Repórter Mauricio Oliveira, no site globoesporte, conta em detalhes como a empresa Organização Ardila Lülle (OAL), com patrimônio estimado em R$ 5,4 bilhões, comprou o Atlético Nacional em 1996. Até aquele ano, o clube tinha apenas seis títulos. Depois da venda à OAL, se tornou uma máquina de conquistas. Bom lembrar que este mesmo clube passou nas mãos de Pablo Escobar, que lavava dinheiro sujo do narcotráfico com o futebol no fim dos anos de 1980. Suspeitas daquela época são as mesmas de agora, dando conta de que dirigentes da Conmebol seriam subornados por gente graúda do Atlético.

Corrupção ou não, o fato é que o time colombiano joga o fino da bola. Um futebol envolvente, lustroso, bonito de se ver.

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