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De domingo (23/10) a esta quinta-feira (27/10), dois acontecimentos dentro do Maracanã e do Mineirão alcançam enorme repercussão em todo o Brasil. No Rio, 31 corintianos estão detidos aguardando julgamento por se envolverem em confrontos com a Polícia Militar no estádio símbolo do futebol brasileiro antes do jogo Flamengo x Corinthians. Em Belo Horizonte, se registrou a morte de um torcedor dentro da arena mineira nesta noite de quarta-feira durante a partida Cruzeiro x Grêmio. Episódios de extrema gravidade. A CBF, gestora e dona do poder do futebol no País, ainda não havia se manifestado sobre os incidentes até às 16h15 desta quinta-feira. Um descalabro.

O silêncio da CBF é no mínimo constrangedor. Os dois casos aconteceram em jogos de competições nacionais, Brasileirão e Copa do Brasil, organizados pela CBF. Eventos que rendem generosos contratos de publicidade à entidade.

Nem o argumento que a batalha entre corintianos e PM do Rio e a morte de um torcedor dentro do Mineirão são de responsabilidade das forças de segurança serve como desculpa à CBF.

Todos os envolvidos nos episódios já se manifestaram. No caso do Maracanã, Flamengo divulgou nota oficial em apoio a ação da PM, o Corinthians condenou. PM e a Justiça do Rio também apresentaram suas versões. Entre os 31 detidos, alguns questionam o ato alegando que não participaram da batalha, seriam inocentes. Relatos de familiares expõem o drama de alguns deles.

eiNo incidente no Mineirão, a situação é mais grave ainda. O torcedor do Cruzeiro, Eros Dátilo Belizário, de 37 anos, teria sido morto por ação de seguranças dentro do Mineirão. A primeira versão era de que ele havia sofrido um enfarte.

Nota oficial da Secretaria Municipal de Saúde  (SMSA) de Belo Horizonte diz que “paciente E.D.B. deu entrada no Hospital Metropolitano Odilon Behrens, às 23h07, encaminhado via ambulância privada que atende ao Mineirão. O paciente chegou ao hospital já sem vida – apresentando múltiplos traumas – e o óbito foi declarado às 23h16”.

O torcedor teria sido agredido por um segurança por causa de um tumulto nas arquibancadas do Mineirão. Polícia Militar confirma que seguranças foram acionados na hora da confusão. Polícia Civil de Minas já abriu inquérito. Cruzeiro e Arena Minas, gestora do Mineirão, emitiram nota a respeito do caso.

Bom lembrar que o Mineirão será palco do jogo Brasil x Argentina, dia 10/11, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em São Paulo, Secretaria de Segurança Pública do Estado há cinco meses decretou torcida única nos clássicos paulistas nas arenas. Ministério Público de SP vetou no domingo (23/10) o acesso de torcedores em ruas aos arredores do Allianz Parque, estádio do Palmeiras.

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Em nenhum desses casos, a CBF se manifestou. A sistêmica violência no futebol brasileiro, parece, não incomoda os dirigentes da CBF. Eles preferem tapar o nariz e se esconder nos bunkers das salas frias do ar condicionado na sede da entidade.

 


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3 respostas para “CBF tapa nariz no caso da morte no Mineirão e batalha no Maracanã”.

  1. […] troféu, a facção mineira exibiu pertences do chefe da facção paulista. E disse também que os “soldados” da Mancha foram honrados. Apanharam, mas defenderam as cores da […]

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  2. […] casos no Maracanã, Mineirão e Allianz Parque, para resumirmos os episódios desta última semana de outubro, são exemplares. Ministério […]

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