Argentina e Brasil, fora da ordem mundial do futebol

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Argentina está fora do torneio de futebol dos Jogos do Rio. Caiu eliminada na primeira fase ao empatar (1 a 1) com Honduras nesta quarta-feira (10/8). A queda recebeu duras críticas da imprensa de Buenos Aires. “Papelão” estamparam sites do respeitado La Nacion e do bem-humorado Olé. Jogadores da seleção foram inocentados pelos analistas locais, que despejaram fel em cima dos dirigentes.

Enquanto mais esse desastre assola futebol argentino, Edgardo Bauza, novo treinador do time principal, está em Barcelona com a dura missão de convencer Messi a voltar a vestir a camisa alviceleste. Qualquer semelhança com o futebol brasileiro não é mera coincidência.

“Os culpados por essa humilhação não estão no Rio, estão em Buenos Aires” disse o La Nacion. “O inimigo está em casa. Os principais culpados de outro colapso internacional são os dirigentes argentinos. Egoístas, cuidaram apenas de seus interesses. Aqueles que orquestraram este colapso, seguiram a seleção na televisão em Buenos Aires, longe, escondidos, sem se importar com a armadilha que aprontaram a uma seleção abandonada.”

Sob intervenção do governo há mais de três meses, Associação Argentina de Futebol (AFA) não se interessou por um projeto olímpico. Tata Martino, encarregado de dirigir a seleção, desistiu ao ver o descaso dos dirigentes. Jogadores de ponta foram negados por clubes europeus. Prevaleceu o improviso.

A eliminação nos Jogos do Rio estava anunciada. Um retrato fiel do desmando e da situação financeira crítica que enfrenta o futebol da Argentina.

Na seleção principal, não há um horizonte visível. Sem treinador desde a Copa América Centenário, em junho, e diante de um leque de excelentes e renomados treinadores, como Bielsa, Sampaoli, Simeone, a AFA recorreu a Edgardo Bauza, tido como a pior opção entre os selecionáveis.

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Bauza com Bartomeu, presidente do Barça, no Camp Nou nesta quarta-feira

O treinador deixou o São Paulo em situação delicada no Brasileirão, após a queda nas semifinais da Libertadores, assumiu a seleção argentina na semana passada e nesta terça-feira (09/8) partiu para Barcelona na tentativa desesperada de convencer Messi a voltar a vestir a camisa da Argentina. O melhor do mundo havia se despedido da seleção após a final da Copa América Centenário quando perdeu um pênalti na decisão.

Em Barcelona, Bauza disse que não estava lá para convencer Messi de nada. Apenas queria apresentar suas credenciais ao melhor jogador do mundo. Não é o que parece.

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Por aqui, Tite, aclamado como novo messias da Seleção Brasileira após os desastres da gestão Dunga, também fez uma tentativa desesperada de salvar a Seleção Olímpica do colapso nos Jogos do Rio.

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Tite se reuniu com jogadores e comissão técnica em Salvador nesta terça-feira (09/8), véspera do jogo de vida ou morte contra a Dinamarca. A depender do resultado desta noite de quarta-feira vai se ver obrigado a convencer Neymar a não abandonar a Seleção Brasileira, assim como Bauza atrás de Messi.

Aliás, Bauza e Tite podem dar as mãos, caminhar até um muro de lamentações e raspar as cores até o mofo aparecer.

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