Dunga vai para China e Felipão não volta ao futebol brasileiro

Dunga está muito perto de assinar um contrato de três anos com o Beijing Guoan, time do meia Renato Augusto. O treinador chega ao futebol da China, após três meses da sua queda no comando da Seleção Brasileira. Felipão, líder do campeonato nacional com o Guangzhou Evergrande, não deve voltar tão cedo ao Brasil. Ele pode trocar de clube e permanecer na Liga Chinesa por pelo menos mais duas temporadas.

 Demitido da Seleção em agosto, diante do fracasso do Brasil na Copa América Centenário, Dunga teve sondagens de clubes brasileiros. Não encaminhou nenhuma negociação até aparecer o Beijing. O clube chinês é comandado pelo técnico italiano Alberto Zaccheroni, que não vai permanecer na próxima temporada – atual se encerra em novembro.

Beijing conta com dois ex-jogadores do Corinthians, o meia Renato Augusto e o volante Ralf. Na Liga Chinesa (campeonato nacional), ocupa a sétima posição na tabela, com 36 pontos, entre os 16 clubes.

Portanto, dirigentes de clubes brasileiros, que pensavam em ter Dunga em 2017, podem mudar de planos. Ou cobrir a oferta dos chineses. Em média, um técnico na China recebe cerca de 20 milhões de euros por ano – não entram aí descontos de impostos e taxas.

Se Dunga vai embora, Felipão não volta. Clubes como São Paulo, que poderiam se interessar em Scolari, também podem pensar em outro treinador.

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Felipão está na liderança da Liga Chinesa com o Guangzhou Evergrande – tem 57 pontos contra 50 do segundo colocado (Jiangsu Sainty), a quatro rodadas do final -, e pode ser bicampeão nacional no futebol chinês.

Scolari também levou o Guangzhou à final da Copa da China contra o Jiangsu – a decisão será em novembro. “Vamos em busca da Tríplice Coroa aqui na China”, disse Felipão. No começo da temporada, ele foi campeão da Supercopa da China.

O técnico deve trocar o Guangzhou por outro time de peso da Primeira Divisão. Seu atual clube tem acordo com o italiano Marcelo Lippi, campeão do mundo com a Itália em 2006. Lippi receberia cerca de R$ 72 milhões por ano.

Dos treinadores brasileiros com passagem recente pelo futebol chinês, Luiz Felipe Scolari é   o mais estável. Cuca voltou ao Brasil no fim da temporada passada depois de dois anos na China. Mano Menezes não ficou mais de seis meses por lá até ser demitido do Shandong Luneng. A mesma história se deu com Vanderlei Luxemburgo no Tianjin Quanjian, da Segunda Divisão da Liga Chinesa.

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