Palmeiras troca futebol bonito por coração e mantém hierarquia no Brasileirão

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Palmeiras nadou contra correnteza diante de um Internacional aguerrido em busca da salvação. Desde a vitória do Santos contra a Ponte Preta de manhã, assumindo o segundo lugar, se esperava um jogo de alta tensão no Allianz Parque. O líder não tinha outra alternativa a não ser vencer a todo custo o time gaúcho. Era quase uma decisão de campeonato.

Não havia espaço para trégua. Nem apelar a um jogo de segurança. Tinha de ser pelejado. Ao apito final, com o placar apontando 1 a 0, jogadores palmeirense ajoelharam, rezaram e agradeceram à recompensa do sacrifício. Nas arquibancadas da arena, lágrimas de alívio e a sensação de que o Palmeiras encaminhou, e muito, a conquista do Brasileirão 2016. A quatro rodadas do fim, tem seis pontos de vantagem sobre o Santos, segundo colocado.

Orações e vibração intensa tomaram conta do Allianz Parque. Não se poderia esperar outra coisa. A vitória, de peso imensurável, saiu de um jogo duro, de pouca técnica e muito físico.  De um time que se multiplica quando parece batido. E não cede um palmo de chão ao adversário.

Palmeiras encontrou uma marcação muito forte, corpo a corpo, desde o primeiro tempo. Não havia tempo nem espaço para receber a bola no ataque e ensaiar uma troca de passes. A ordem no Inter era grudar em quem estivesse de camisa verde. Respirar no cangote. Diante de um adversário rigoroso, com faca nos dentes, atacantes e meias de Cuca não evoluíram com a bola nos pés.

A saída passava pelo jogo aéreo ou a bola parada. Insistir no contato físico era pedir para perder. Perigo ao time gaúcho vinha mesmo do alto. E de uma sequência de escanteio, Thiago Santos escorou de cabeça e o contestado Cleiton Xavier, surpresa de Cuca na escalação na vaga do suspenso Moisés, emendou leve de primeira para vencer Danilo Fernandes: 1 a 0, aos 17.

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Gol deu tranquilidade ao líder do campeonato. Quebrou ansiedade na arquibancada e reordenou os jogadores no esquema imaginado pelo treinador palmeirense. Era não descuidar na defesa e evitar o jogo duro, físico, tão ao gosto do Inter.

No segundo tempo, já sem o incômodo da chuva, Cuca voltou com Alecsandro no lugar do lesionado Roger Guedes. Assim, Gabriel Jesus caiu mais na ponta-direita. A mudança forçada tirou do Palmeiras a possibilidade de controlar o jogo. O Inter não mudou o estilo, continuou com a mão pesada, mas sem arrojo no ataque. Brigava pela bola e esticava aos homens de frente. Repertório fraco.

Complicou mais ainda ao dono casa quando Cleiton Xavier saiu machucado. Time perdia na criação e passava a ser mais físico.  Sem Xavier, o time assumiu confronto direto, no corpo, e não afinou. Enlameou o uniforme e não perdeu a concentração até o fim. Gabriel Jesus ainda carimbou o pé da trave, em chute colocado e com leve desvio de Danilo Fernandes.

Cada bola era disputada com intensidade absurda, seja com o velho Zé Roberto ou com o impetuoso Mina. Ninguém esmoreceu. Palmeiras ganhou mais força com a vibração incansável e contagiante das arquibancadas até o apito final. Torcedores em êxtase sabiam naquele momento que a celebração final está logo ali.

FICHA DO JOGO

Palmeiras 1 x 0 Internacional

Gols: Cleiton Xavier, aos 17 minutos do primeiro tempo

Palmeiras: Jailson, Jean (Fabiano), Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos   (Gabriel), Tchê Tchê e Cleiton Xavier; Roger Guedes (Alecsandro), Gabriel Jesus e Dudu. Técnico: Cuca

Internacional: Danilo Fernandes, Ceará (Sacha), Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Rodrigo Dourado e Willian; Anderson, Aylon (Diego) e Alex (Valdivia). Técnico: Celso Roth

Juiz: Pericles Bassol
Renda: R$ 2.112.466,12
Público: 31.967 pagantes
Local: Allianz Parque

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