Tite estreia com vitória na Seleção e lança ao mundo um novo fenômeno do futebol brasileiro: Gabriel Jesus

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Quando dirigia o Corinthians Tite se impressionou com Gabriel Jesus, ainda na temporada de 2015. Em conversas reservadas repetia que o garoto do Palmeiras estava pronto, era diferente. Pep Guardiola, depois de sacramentada a contratação do atacante pelo Manchester City, disse assim: “Compramos gols, Jesus é fazedor de gols”. Na sua primeira convocação na Seleção Brasileira, Tite pescou o jovem atacante e deu ao menino a camisa 9, camisa de peso, de envergar varal. Gabriel Jesus, 19 anos, vestiu o manto sagrado de Ronaldo pela primeira vez na vida e escreveu seu nome na estreia na Seleção. Sofreu o pênalti convertido por Neymar e fez dois gols da vitória do Brasil por 3 a 0 contra o Equador em Quito pelas Eliminatórias da Copa de 2018.

Tite não imaginava que sua escolha por Jesus seria tão marcante e determinante para estrear no comando da Seleção com um resultado contundente e histórico. Há 33 anos o Brasil não vencia o Equador nas Eliminatórias.

Mais que isso, o escrete precisava de voltar a vencer e convencer. Tite conseguiu. Fiel ao seu jeito de pensar o futebol, armou o time com dois meias – Renato Augusto e Paulinho – dando sustentação ao volante Casemiro e ao mesmo tempo apoio a Neymar e Willian na condução do ataque. E apostou tudo na versatilidade de Neymar e neste novo fenômeno do futebol brasileiro, o menino Gabriel Jesus. Tudo se encaixou. Tite mudou a cara do Brasil.

“Não tinha estreia melhor. Venho trabalhando forte. Tite me passou muita confiança. Tudo é muito novo, pô fico muito feliz. Me acostumo fácil com tudo. Tive apoio de todos, desde comissão aos jogadores. Aqui tudo são gente boa. Me deixaram livre pra jogar”, disse Jesus ao final da partida.

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ANÁLISE DO JOGO

Brasil não teve vida fácil no primeiro tempo. Com cinco minutos já havia enfrentado duros problemas com cruzamentos partindo do setor direito da defesa da Seleção. Em um deles, Miranda evitou gol certo.

Outra dificuldade, sair do campo de defesa trocando passes. A marcação adiantada do Equador não permitia a Casemiro, Paulinho e Renato Augusto se conectarem com Willian e Neymar. Como alternativa, a Seleção passou a esticar a bola em busca de Gabriel Jesus e Neymar. Não funcionou.

Seleção só construiu alguma coisa de útil quando adiantou um pouco a marcação com Paulinho e Renato Augusto. De duas a três bolas roubadas, os dois ligaram Jesus e Neymar que levaram perigo o gol equatoriano.

Fechou os 45 minutos mais preocupada em se adaptar ao jogo do Equador, à altitude e à bola rápida do adversário.

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No segundo tempo, a Seleção se impôs. Daniel Alves e, principalmente, Marcelo apareceram. Casemiro tomou conta do seu setor e Paulinho e Renato Augusto compreenderam melhor o que fazer na hora de buscar Willian, Neymar e Jesus. E se encaixaram mais quando Philipe Coutinho substituiu Willian.

O resto era consequência natural. Neymar caiu mais pelo setor esquerdo e Jesus passou a ser acionado. De uma piscada, conseguiu o pênalti convertido por Neymar. Depois, de calcanhar, fez o segundo. E, de virada, fez o gol mais bonito do jogo. Brasil 3 a 0.

Tite consolidava a importante vitória na sua estreia e a certeza de que sua aposta em Gabriel Jesus é um recado ao mundo: vem aí o novo fenômeno do futebol brasileiro.

FICHA DO JOGO

Equador 0 x 3 Brasil

Gols: Neymar, aos 25; Gabriel Jesus, aos 41 e 46 minutos do segundo tempo

Equador: Alexander; Paredes, Achilier, Mina e Ayoví; Noboa, Gruezo (Gaibor), Valência e Montero (Arroyo); Bolaños e Caicedo (Ibarra). Técnico: Gustavo Quinteros

Brasil: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Willian (Philipe Coutinho), Paulinho, Renato Augusto e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite

Juiz: Enrique Cáceres
Cartões amarelos: Bolaños, Montero, Paulinho, Paredes, Dominguez
Cartão vermelho:
Paredes 
Público: 34.877 pagantes
Local: Quito

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